terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Como elaborar sermão

Aprenda a fazer um esboço de pregação:


    Os esboços de pregação não têm uma forma rígida. Podem variar muito, mas aqui vão algumas dicas que podem servir como base para sua elaboração.
A estrutura do esboço é a mesma da pregação.
O esboço será então um roteiro para o pregador não se perder durante a pregação, ou mesmo para não se esquecer dos pontos mais importantes da mensagem. Em outras palavras, é um mapa com alguns pontos de referência.

Em resumo, o esboço PODERÁ ter:
1- Tema e título da mensagem
2- Texto base
3- Introdução
4- Tópico 1
5- Tópico 2
6- Tópico 3
      - Ilustração (?)

7- Conclusão



Vamos analisar cada parte do sermão:

Tema da mensagem

 É o titulo do assunto a ser tratado, ou o “nome da mensagem”. Em alguns casos pode-se falar o titulo na hora da pregação, outras vezes não é necessário. Mas, no esboço a gente coloca. É bom para se ter um rumo determinado na mensagem e também facilitar depois a escolha de um esboço entre muitos que se tem guardado.
Quem vai pregar deve ter claro o assunto que vai ser tratado. Não basta escolher um versículo e subir ao púlpito. Isso pode até acontecer, e Deus pode usar, mas não deve ser a regra. Pode ser que o pregador comece a falar sobre um assunto e dali mude para outro e para outro, e, no fim, não passou nada de consistente. Então, vamos escolher um tema definido.
Exemplo de tema: O AMOR DE DEUS

Texto base: 

Toda pregação precisa ter um texto bíblico como base. Este é o fundamento que vai dar autoridade a toda a mensagem. Normalmente, o texto é pequeno: 1 versículo ou 2, ou 3. Raramente se deve utilizar um capitulo todo. Só quando o capitulo estiver todo relacionado ao mesmo assunto. Se eu for falar sobre a oração do Pai Nosso, não preciso ler todo o capitulo 6 de Mateus.
Exemplo de texto base: João 3.16

Introdução: 

É o início da pregação. Existem inúmeras maneiras de se começar uma pregação. Por exemplo: "Nesta noite, eu gostaria de compartilhar com os irmãos a respeito do assunto tal..." ou "No texto que acabamos de ler, temos as palavras a respeito..."
Para muitas pessoas, a primeira frase é a mais difícil. Apesar de muitas alternativas, o ideal é que a introdução seja algo que prenda logo a atenção dos ouvintes, despertando-lhes o interesse para todo o restante da mensagem.
Pode-se então começar com uma ilustração, um relato interessante sobre algo que esteja relacionado com o assunto da pregação. Outro recurso muito bom é começar com uma pergunta para o auditório, cuja resposta será dada pelo pregador durante a mensagem. Se for uma pergunta interessante, a atenção do povo estará garantida até o final da mensagem.
Exemplo de introdução: Você já parou para pensar como é grande o amor de Deus? Tudo o que Deus criou foi por amor a nós. Ele nos ama tanto que não quis nos deixar sozinhos e enviou seu Filho par nos salvar. Você já sentiu o amor de Deus em sua vida?

Tópicos:

Os tópicos são as divisões lógicas do assunto, ou a divisão mais lógica possível. Existem outros modos de pregação como a expositiva que segue a ordem do texto bíblico.
A divisão em três tópicos é aconselhável por ser um número pequeno, de modo que o povo tenha facilidade de acompanhar o raciocínio do pregador, sem perder o “fio da meada”. Podemos até mudar esse número, mas o resultado pode ser uma mensagem complexa. Os tópicos devem ser organizados numa ordem que demonstre o desenvolvimento natural do tema, de modo que os ouvintes vão sendo levados a compreender gradualmente o assunto até a conclusão.
Em algumas mensagens, os tópicos podem ser argumentos a favor de uma idéia que se quer defender com o sermão. Será bom se eles estiverem organizados de maneira que os mais interessantes ou mais importantes sejam deixados por último, de modo que, a mensagem vai se tornando cada vez mais significativa, mais consistente e mais interessante a cada momento até chegar à conclusão.
Na transição de um tópico para outro utilize perguntas sobre o que foi falado para o ouvinte refletir sobre o tópico em sua vida pessoal e seguida à pergunta faça uma ‘afirmação do tópico’, por exemplo: ‘Você tem fé?’ ‘Creia, pois tudo é possível ao que crê!’. Certamente você ouvirá muitos ‘améns’ após esta parte e estará pronto para o próximo tópico.
Não demore muito em um tópico. Se você usar seu melhor argumento logo no início, sua mensagem ficará fraca no final. Em alguns casos, o próprio texto bíblico já tem sua própria divisão, que usaremos para formar nossos tópicos.
Um exemplo de divisão natural é João 3.16:
1 - Deus amou o mundo
   Falar sobre o amor de forma geral e sobre o amor de Deus.
2 - Deu o seu Filho Unigênito 
   O amor de Deus em ação. Deus não ficou na teoria.
3 - Para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna
   Falar sobre o objetivo da ação de Deus.

Esse versículo é riquíssimo. Podemos elaborar várias mensagens dentro dele. É importante prestarmos atenção a esse detalhe. Se tivermos um entendimento muito profundo a respeito de um versículo, é melhor elaborar mais de um sermão do que tentar colocar tudo em um só, fazendo uma mensagem muito longa ou complexa, principalmente quando o texto permitir vários ângulos de abordagem, ou contiver mais de um assunto. Só para termos alguns parâmetros, sugerimos a duração de trinta ou quarenta minutos para um sermão. Já um estudo bíblico pode durar uma hora aproximadamente. É claro que o Espírito Santo pode quebrar esses limites, mas precisamos ter certeza de que é ele mesmo quem está fazendo isso.

Ilustrações:

Ilustrações são pequenas histórias que exemplificam o assunto da mensagem ou reforçam sua importância. Como alguém já disse, as ilustrações são as "janelas" do sermão. Por elas entra a luz, que faz com que a mensagem se torne mais clara, mais compreensível. Muitas vezes, os argumentos que usamos podem ser difíceis, ou obscuros, mas, quando colocamos uma ilustração, tudo se torna mais fácil para o ouvinte.
Existem muitas “historinhas” por aí que não aconteceram de fato e são usadas para ilustrar mensagens. Não há problema em usá-las. Podem ser comparadas às parábolas bíblicas. Entretanto, é importante que o pregador diga que aquilo é apenas uma ilustração.
As ilustrações são muito importantes, porque despertam o interesse dos ouvintes, eliminam as distrações e ficam gravadas na memória. Pode ser que, na segunda-feira, os irmãos não se lembrem de muita coisa do sermão de domingo, mas será bem mais fácil lembrar das ilustrações, dos casos contados como exemplo, e, juntamente com essa lembrança, será também lembrado um importante ensinamento.
Outro detalhe a se observar: não é bom usar muitas ilustrações na mesma mensagem, pois a mesma perderia sua consistência e seria mais uma coleção de contos. Como dissemos, ilustração é luz, e luz demais pode ofuscar a visão.

Conclusão:

A conclusão será o ápice da mensagem, o fechamento. Não basta fazer como aquele pregador que disse: "Pronto! Terminei." A conclusão é a idéia ou conjunto de idéias construídas a partir dos argumentos apresentados no decorrer da mensagem. Nesse momento pode-se fazer uma rápida citação dos tópicos, dando-lhes uma "amarração" final. Nessa parte, normalmente se convida para o posicionamento dos ouvintes em relação ao tema. Ainda não é o apelo.
O pregador incentiva as pessoas a tomarem determinada decisão em relação ao assunto pregado. Depois desse incentivo, dessa proposta, o assunto está encerrado e pode-se fazer o apelo, se for o caso, e/ou uma oração final.
Exemplo de conclusão: O amor de Deus é incondicional. Ele sempre nos amou e sempre nos amará. É um amor infinito. Desde a criação da humanidade quando por amor nos criou à sua semelhança, até a encarnação de Jesus para morrer em nosso lugar e eternamente Deus nos amará.

ESQUEMA PARA ESBOÇO:

Deixo um esqueleto para você copiar e preencher com seu conteúdo.
Uso cores para destacar na visualização da mensagem e não ter que se esforçar muito para localizar.

-Tema:    
Título
Texto bíblico
-Introdução:

Pergunta de transição?
Transição para os tópicos:

1- tópico 1versículo base
Argumentação.
(citações bíblicas)
Afirmação do tópico!
                              
2- tópico 2versículo base
Argumentação.
(citações bíblicas)
Afirmação do tópico!

3- tópico 3versículo base
Argumentação.
 (citações bíblicas)
Afirmação do tópico!

Afirmação conclusiva!
-CONCLUSÃO:
Argumentação resumindo o sermão.


CONCLUSÃO:


   O esboço deve ser o menor possível. Pode-se, por exemplo, usar uma frase para cada parte. Pode haver determinado tópico representado por uma única palavra. O esboço é o "esqueleto" da mensagem. Coloca-se o que for suficiente para lembrar ao pregador o conteúdo de cada divisão. Se uma palavra ou uma frase não forem suficientes, pode-se colocar mais, mas com o cuidado de não se elaborar um esboço muito grande, de modo que o pregador poderia ficar perdido no próprio esboço na hora de pregar. Então, o recurso que deveria ser útil torna-se um problema. Opcionalmente, o pregador pode fazer o esboço, bem pequeno e, em outro papel, fazer um resumo da mensagem.
No púlpito, só o esboço será usado. O destino do resumo será o arquivamento. Em outra ocasião, quando o pregador for usar o mesmo sermão, o resumo será muito útil. Se ele tiver guardado apenas um esboço muito curto, este poderá não ser suficiente para lembrá-lo de todo o conteúdo de sua mensagem.

O que determina o poder da mensagem é a vida de oração do pregador.

Bons estudos e boas mensagens!

INTERPRETAÇÃO BÍBLICA


Para uma boa mensagem é preciso primeiro entender o texto Bíblico e para isso é necessário fazer uma interpretação do contexto. As perguntas abaixo ajudam na elaboração de uma boa interpretação. Praticamente em todos textos Bíblicos pode-se encontrar a resposta destas perguntas:

Passe o texto por uma prova de INTERPRETAÇÃO com as perguntas básicas:
-O quê? De que assunto trata o texto ou o que aconteceu.
-Quem? As pessoas que são faladas no texto. Você pode copiar os nomes delas fazendo uma lista ou grifar no próprio texto.
-Quando? Se texto mostra em que momento aconteceu ou que período estava sendo falado.
-Onde? Local onde aconteceu o fato ou foi escrito o texto.
-Como? Alguns detalhes de como aconteceu tudo ou o que está sendo dito no texto.
-Por quê? O objetivo da mensagem ou seu significado prático para a época e para as pessoas que são faladas no texto e como pode servir para nós hoje.

Minha casa é a Casa de Deus

-Tema: FAMÍLIA
Salmo 122
-Introdução: Este lindo Salmo fala da Casa de Deus, mas também pode ser aplicado às nossas casas quando fazemos dela uma parte da Casa do Senhor. O povo de Deus entendia assim, ao aspirar por Jerusalém, desejavam estar sempre no santuário do templo. Por isso faziam suas peregrinações em longas jornadas até Jerusalém sempre levando consigo a lembrança do lugar sagrado para seus lares.
Convido você a ler este Salmo pensando que Jerusalém é a sua casa, e lá também está a Casa de Deus. Assim fazia o profeta Daniel, bem longe na Babilônia, mas em seu quarto abria a janela para o lado de Jerusalém desejando estar na Casa do Senhor e fazendo de sua casa um lugar para a presença de Deus (Daniel 6.10).

Sua casa é a Casa de Deus?

Vamos refletir no Salmo 122 e entender algumas atitudes para fazer de nossos lares uma parte de Casa de Deus:


1- ALEGRIA:

v.1 Alegrei-me quando me disseram: Vamos à Casa do SENHOR”.
O primeiro sentimento de quem chegava a Jerusalém era de alegria intensa. Da mesma forma, quando retornava ao lar, vindo da viagem a Jerusalém, era motivo de grande festa.
A alegria é uma marca da presença de Deus em nossas vidas porque é um fruto do Espírito Santo (Gálatas 5.22). Nossas famílias precisam de alegria porque quem está alegre é fortalecido (Neemias 8.10). Uma família entristecida se torna frágil.
Se você quiser que sua casa seja uma parte da Casa de Deus, procure ser alegre com seus familiares, ministre bênçãos sobre suas vidas. Música, louvor e adoração são formas de alegrar o ambiente da casa. Mas acima de tudo é preciso estar alegre com os entes queridos. Com rigor e exigências não é possível trazer a presença de Deus para o lar, apenas afasta as pessoas.
Leve alegria para sua casa!

2- TEMOR:

v.2 Pararam os nossos pés junto às tuas portas, ó Jerusalém”.
Quando os caminhantes iam para a Cidade Santa, logo que a avistavam, paravam admirados com sua grandeza e formosura. Antes de entrar meditavam sobre seus pecados pedindo perdão ao Senhor e levavam seus sacrifícios para o Templo.
Este era um sentimento de temor de Deus. Um respeito profundo, que nos faz refletir sobre nossas vidas na presença de Deus. Não podemos entrar em Jerusalém de qualquer forma. É preciso reconhecer os erros e procurar mudança.
Se você quer fazer de sua casa, uma casa para Deus, deve buscar e saber que o “temor do Senhor é o princípio da sabedoria” (Salmo 111.10). Pense em sua vida, suas atitudes e palavras se estão baseadas no temor de Deus ou se você tem feito coisas erradas em sua casa. Se Deus vai morar em sua casa, então deverá temer ao Senhor.
Busque temer a Deus em sua casa!

3- FIRMEZA:

v.3 “Jerusalém, que estás construída como cidade compacta”.
A arquitetura da Cidade Santa era inigualável. O visitante ficava espantado coma grandeza e passava maior parte do tempo olhando para os muros e edificações. Esta imagem ficava fixa na memória de todos que por ali passavam como uma cidade inabalável (Salmo 125.1).
A nossa casa como Casa de Deus, deve ser um lugar seguro e firme. Não podemos deixar nosso lar desprotegido (Marcos 3.27), mas devemos estar sempre firmando nossas famílias na fé (Mateus 7.23-27). Deus não se agrada de inconstância (Tiago 1.8), então nossas famílias precisam de persistência e firmeza.
Infelizmente nos últimos tempos os relacionamentos estão sendo considerados quase que descartáveis. As famílias se formam de maneira precipitada e duram muito pouco tempo. O propósito de Deus para a família é permanente.
Procure firmar sua família na presença de Deus!

4- GRATIDÃO:

v.4 “para onde sobem as tribos, as tribos do SENHOR, como convém a Israel, para renderem graças ao nome do SENHOR
A motivação dos visitantes de Jerusalém era de agradecer a Deus pelas bênçãos recebidas. Muitos cumpriam votos de ir à Cidade Santa render graças por vitórias alcançadas. Bebês eram levados para ser apresentados ao Senhor no templo (Lucas 2.27). Ofertas voluntárias eram entregues no Santuário como forma de gratidão.
As peregrinações, como diz o texto acima, eram feitas em grupos de famílias chamadas de tribos que caminhavam próximos cuidando um do outro. O ambiente de gratidão que mantinha todos unidos.
A ingratidão tem destruído muitas famílias, que se esquecem das lutas que passaram juntos, das vitórias alcançadas e também dos favores recebidos uns dos outros. Mesmo em tempos difíceis devemos ser gratos a Deus por tudo (I Tessalonicenses 5.18).
Expresse gratidão em sua família!

5- AUTORIDADE:

v.5 “Lá estão os tronos de justiça, os tronos da casa de Davi”.
Além do templo, a cidade de Jerusalém também abrigava o palácio real, onde o rei, descendente de Davi governava. O trono de Israel e do povo de Deus estava em Jerusalém. Mas a cidade também era conhecida por ser o lugar do trono de Deus, representado pelo templo (Isaías 6.1).
Estes tronos: do rei e de Deus, significam autoridade. A presença de Deus conferia este poder ao rei que estava em Jerusalém. A promessa de Deus em manter um descendente de Davi no trono de Jerusalém era uma garantia da presença de Deus em Israel (I Reis 9.5).
Se você quer que sua casa seja também a Casa de Deus, deve entregar o domínio total de seu lar ao Senhor. Deus não quer ser um visitante qualquer em sua casa, mas deve ser o Senhor e dono de tudo. Quando Deus está no trono de nossas famílias, tudo muda. Entregar o trono a Deus significa submissão e obediência.
Entregue o trono de sua casa a Deus!

6- PAZ:

v.6,7 Orai pela paz de Jerusalém! Sejam prósperos os que te amam. Reine paz dentro de teus muros e prosperidade nos teus palácios”.
O maior sentimento dos visitantes de Jerusalém era de segurança e paz. Era como se o céu descesse à terra e tudo estivesse em perfeita harmonia. Isto era uma consequência do domínio Divino sobre o seu povo. Se Deus for o Rei haverá paz.
Desta forma, subiam para a cidade desejando que tudo estivesse em paz e também retornavam para suas casas pedindo a Deus que os guardasse na viagem e que tudo estivesse bem em seus lares.
O texto nos diz que devemos orar por paz em Jerusalém (v.6). Você tem orado pela paz em sua casa? Se no mundo tudo está perdido, dentro de nossas casas deve haver paz. Então devemos orar pedindo ao Senhor que dentro de nossos muros reine a paz.
Se você quiser que seu lar seja um lugar da presença de Deus, então deve ser uma pessoa pacífica, que faça a paz (Mateus 5.9), não aceitando contendas e intrigas que são obras da carne (Gálatas 5.19,20). Procure sempre apaziguar as coisas.
Ore pela paz em sua casa!

7- AMOR:

v.8,9 Por amor dos meus irmãos e amigos, eu peço: haja paz em ti! Por amor da Casa do SENHOR, nosso Deus, buscarei o teu bem”.
O amor à Jerusalém era tão grande que o povo nem se cansava de caminhar. Não havia distância ou dificuldade que impedisse suas idas à Cidade Santa.
O salmista pede duas vezes: “por amor”, mostrando que em nossas casas precisa haver amor. O próprio “Deus é amor” (I João 4.8), então onde não existe amor, não tem a presença do Senhor.
Quem ama procura sempre o bem do seu próximo (I Coríntios 13.4-8) e nunca o mal. Se você ama sua família procure trazer paz e o bem para sua casa e nunca problemas.
Deus ama sua família e você independente dos seus defeitos ou imperfeições de seus familiares. Este amor incondicional deve ser o laço de união da família e a base para a presença de Deus em seu lar.
Demonstre amor em sua família!

Faça de sua casa a Casa de Deus!

-CONCLUSÃO:
A nossa casa se torna a Jerusalém, ou a Casa de Deus quando existe alegria, temor, firmeza, gratidão, autoridade, paz e amor. Deixe Deus entrar em seu lar transformar em um lugar para a presença do Senhor.

Deus quer habitar em sua casa!

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Citações BíblicasBíblia Revista e Atualizada, Sociedade Bíblica do Brasil.



Reedificando a Família

-Tema: FAMÍLIA
“Se o Senhor não edificar a casa em vão trabalham os que a edificam” Salmos 127ª
-Introdução: Vivemos em meio ao mundo onde acontece muita destruição. As catástrofes estão acontecendo com tanta frequência, que muitas pessoas já se acostumaram com as estatísticas revelando números devastadores de violência, acidentes, vícios e doenças.
O ‘trabalho’ do diabo é “roubar, matar e destruir” (João 10.10) e satanás não brinca nem por um segundo (I Pedro 4.8). Como uma construção que parece não terminar, a edificação da família é um trabalho contínuo. Por isso precisamos sempre reedificar nossa casa. Mesmo que o mundo venha tentar desfazer sua família, lute para restaurá-la pedindo ao Senhor que edifique sua casa.
Como restaurar a família em tempo de destruição?
Vamos refletir sobre famílias que venceram a destruição edificando suas casas:


1- ABRAÃO – Casa AbençoadaGênesis 12.1-3
Abrão e Sara receberam uma promessa de Deus para sua família. Embora parecesse impossível, seriam progenitores de uma grande geração (Romanos 4.18-20). Mas a primeira coisa que deveriam fazer é sair de sua terra paterna, deixando seus parentes para edificar uma nova casa. Recebeu a bênção de Melquisedeque (Gênesis 14.18-20) e a promessa Divina de ser Pai de muitas nações (Gênesis 15.4-6).
Abraão nunca aceitou a destruição em sua casa. Venceu o rei de Sodoma defendendo Ló seu parente (Gênesis 14.12-17) e quando Sodoma e Gomorra seriam destruídas, orou pela família de Ló pedindo livramento ao Senhor (Gênesis 18.22-32). Além disso, foi provado quando teve que oferecer seu filho Isaque em sacrifício ao Deus, crendo que Deus lhe preservaria seu filho (Gênesis 22.1-16). Também se preocupou com a constituição da família de Isaque, dando orientações para edificar o seu lar (Gênesis 24.1-14).
Como Abraão, precisamos pedir a Deus que abençoe nossas casas, buscando ser uma bênção para então abençoar nossos familiares (Gênesis 12.2). Através de Abraão não somente sua casa foi abençoada, mas foram “benditas todas as famílias da terra” (Gênesis 12.3).
Busque a bênção de Deus sobre sua casa!
              

ASSISTA:
2- NOÉ – Casa de SalvaçãoGênesis 7.1
O contexto em que Noé viveu foi de completa desvalorização da família (Gênesis 6.4-7). Um tempo de depravação moral na sociedade que nos faz compara com os dias atuais. Por causa disso Deus anunciou uma grande destruição no mundo, mas salvaria a família de Noé (Gênesis 6.8-10). Contudo, Noé teria a tarefa de edificar uma arca, que seria sua casa durante o dilúvio (Gênesis 6.14).
Se Noé não tivesse trabalhado para construir o barco, certamente não teria abrigo para salvar sua família. Isso mostra que para resgatar nossos familiares precisamos trabalhar muito resistindo ao cenário de destruição que o mundo apresenta. A primeira coisa que Noé fez quando saiu da arca foi levantar um altar ao Senhor que se agradou de sua oferta e fez uma promessa de bênção para a humanidade (Gênesis 8.20-22).
Como Noé, devemos andar na presença de Deus e trabalhar para salvar nossos familiares. Deus nos preparou a Igreja que é a Arca de Salvação para nossa família. A Igreja também é um abrigo em tempos de crise para quem busca consolo das tribulações deste mundo. A maior bênção para a casa é levar a salvação em Cristo para todos os familiares (Atos 16.31).
Trabalhe para a salvação de sua casa!

3- JOSUÉ – Casa de DecisãoJosué 24.15
Após a conquista da terra de Canaã, Josué dividiu as terras para o povo que começaram a edificar suas casas. Depois de um tempo de luta e destruição, chega o momento de restaurar as famílias. Mas Josué percebe que havia pecado no meio do povo e os convoca à obediência (Josué 23.1-16). Haviam vencido muitos inimigos fora das famílias e não podiam deixar nenhum mal dentro de suas casas.
Ao renovar a Aliança com Deus, Josué chama a todos para tomar uma decisão em suas vidas para deixar toda idolatria e escolherem seguir somente ao Senhor que os livrou da escravidão. Antes que respondessem Josué já deu seu parecer com a célebre declaração “eu e minha casa serviremos ao Senhor” (v.15). Ao fazer isso, Josué diz que sua decisão já estava tomada e não abriria mão de servir a Deus.
Quando vamos edificar nossas famílias, devemos ser decididos e determinados a lutar pelo nosso lar. Também precisamos servir a Deus com integridade abandonando tudo que nos separa do Senhor.
Tome uma decisão de lutar por sua família!

4- OBEDE-EDOM – Casa de AdoraçãoII Samuel 6.11,12
O povo de Deus lutou muito contra os inimigos ao redor até que Davi conseguiu estabelecer seu reino definitivamente sobre Israel. Passaram por tantas perseguições que até a Arca da Aliança, símbolo da presença de Deus, foi roubada pelos filisteus. Davi conseguiu resgatar a Arca da Aliança trazendo-a de volta para Jerusalém (II Samuel 6.2).
Enquanto a Arca ia sendo carregada rumo a Jerusalém, aconteceu um imprevisto que fez tombar e Uzá estendeu a mão para segurar, contudo isso não era permitido, por isso morreu diante da ira Divina (II Samuel 6.6,7). Devido a isso a viagem da Arca foi interrompida e precisou ser deixada na casa de Obede-Edom até que preparassem seu transporte de forma correta.
Durante o tempo que a Arca ficou na casa de Obede-Edom, seu lar foi abençoado por Deus. Talvez até suas plantações e animais sentiram a diferença. O ambiente estava impregnado de temor e adoração a Deus.
Nossa casa também é um lugar da presença de Deus e por isso precisamos adorar ao Senhor dentro do lar. Ter um momento de oração, louvor e meditação na Palavra de Deus são rotinas que devem ser aprendidas e resgatadas na família.
Faça de sua casa um lugar de adoração!

5- EZEQUIAS – Casa em OrdemIsaías 38.1
O rei Ezequias servia ao Senhor, mas ficou enfermo e recebeu notícia de que morreria. O profeta Isaías transmitiu o recado Divino anunciando ao rei que deveria colocar sua casa em ordem preparando-se para sua morte. Como rei deveria deixar organizadas as questões sobre a sucessão do trono e demais necessidades de sua família e Reino.
A reação de Ezequias, antes de chamar os familiares, conselheiros ou súditos, não quis conversar com ninguém, apenas se voltou para a parede e orou a Deus. Foi através daquela oração que Deus mandou o profeta Isaías voltar e dar a boa nova de que teria mais uma chance (II reis 20.5,6). Deus o curou, protegeu a cidade e o povo e houve paz em sua casa.
Em meio à desordem deste mundo, muitas vezes queremos organizar as coisas de nosso jeito, mas a melhor forma de colocar tudo em seu devido lugar é através da oração. A oração deve vir antes de tomar qualquer decisão. Quando oramos, Deus age e tudo fica em ordem.
Através da oração Deus organiza sua família!

Deus edifica sua família!
-CONCLUSÃO:
Estes foram exemplos de servos de Deus que lutaram contra a destruição ao seu redor e conseguiram edificar suas famílias. Isso nos inspira a lutar pela reedificação de lares que estão sendo bombardeados por todos os lados.
A edificação da família é um trabalho contínuo. Nunca podemos parar ou pensar que não vamos conseguir. Também não podemos nos iludir achando que está tudo bem e não devemos cuidar melhor.
Para manter a família edificada por Deus é necessários buscar a bênção do Senhor, levar o evangelho de salvação para todos os familiares, ser decido a favor de Deus e contra o mal, cultuar a Deus em família e colocar tudo em ordem através da oração.
Não deixe sua casa desmoronar!
  
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Citações BíblicasBíblia Revista e Atualizada, Sociedade Bíblica do Brasil.