quinta-feira, 1 de agosto de 2019

O Fim dos Tempos

No Jardim do Éden, Deus revelou que viria um tempo quando o reinado terrestre de Satanás e sua influência chegaria ao fim. A Satanás, Deus disse: “E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente [Jesus Cristo]; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gênesis 3:15).
Embora Satanás estava destinado a prejudicar ao Salvador (incentivando sua crucificação), o diabo não pôde impedir Jesus de voltar à vida e nem de, finalmente, derrotá-lo.
Paulo se referiu a esta profecia quando escreveu aos membros da Igreja em Roma: “E o Deus de paz esmagará em breve Satanás debaixo dos vossos pés” (Romanos16:20). É reconfortante saber que na segunda vinda de Cristo, Satanás será finalmente derrotado e aprisionado (Apocalipse 20:1-3).
Assim, desde os primórdios da humanidade, Deus revelou que haveria um fim para este mundo de Satanás, um tempo definido para o diabo e suas forças serem derrotados.
Os homens justos mencionados no Antigo Testamento, como Enoque, sabiam que Deus finalmente iria intervir para realizar seu julgamento sobre a terra. “Também Enoque, o sétimo [geração] depois de Adão, dizendo: Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus santos; Para fazer juízo contra todos e condenar dentre eles todos os ímpios, por todas as suas obras de impiedade, que impiamente cometeram, e por todas as duras palavras que ímpios pecadores disseram contra ele” (Judas 14-15).
Após o dilúvio homens fiéis, tais como Abraão, Isaque e Jacó olharam mais a frente da sua era, para o momento em que o Reino de Deus seria estabelecido. “Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia. Pela fé habitou na terra da promessa, como em terra alheia, morando em cabanas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa. Porque esperava a cidade que tem fundamentos, da qual o artífice e construtor é Deus” (Hebreus 11:8-10).
Os patriarcas sabiam que um dia Deus iria estabelecer o Seu Reino. Eles viveram e morreram confiantes de que Ele iria cumprir suas promessas e incluí-los no Seu Reino.
“Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas; mas vendo-as de longe, e crendo-as e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra. Porque, os que isto dizem, claramente mostram que buscam uma pátria. E se, na verdade, se lembrassem daquela de onde haviam saído, teriam oportunidade de tornar. Mas agora desejam uma melhor, isto é, a celestial. Por isso também Deus não se envergonha deles, de se chamar seu Deus, porque já lhes preparou uma cidade” (versículos 13-16).
Estes homens não estavam imaginando ou tentando adivinhar o futuro. Eles foram diretamente inspirados por Deus. Conforme Pedro explicou, “a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” (2 Pedro 1:21).
Nós encontramos muitas profecias sobre os eventos do fim dos tempos no livro de Salmos. O Salmo 2 revela que algumas nações resistirão a autoridade de Cristo: “Porque se amotinam os gentios, e os povos imaginam coisas vãs? … Recitarei o decreto: o Senhor me disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei. Pede-me, e eu te darei os gentios por herança, e os fins da terra por tua possessão. Tu os esmigalharás com uma vara de ferro; tu os despedaçarás como a um vaso de oleiro” (Salmo 2:1, 7-9).
(Outras passagens nos Salmos que citam os eventos do fim dos tempos são: 9:5-15; 10:3-18; 11:1-7, 12:3-5, 21:8-12, 46:8-10; 47:1-4; 75:7-8, 76:7-9, 96:10-13, 97:1-6, 98:1-3, 99:1-5 e 110:1-6).

O tempo do fim: um tema dos profetas

Apesar de as profecias relacionadas ao tempo do fim serem apenas ocasionalmente encontradas nos primeiros livros do Antigo Testamento, esse é o tema principal dos profetas que escreveram muitos séculos depois. Pedro explica que estes profetas estavam “procurando saber o tempo e as circunstâncias para os quais apontava o Espírito de Cristo que neles estava, quando lhes predisse os sofrimentos de Cristo [o tempo de Sua primeira vinda] e as glórias que se seguiriam [na Sua segunda vinda] àqueles sofrimentos” (1 Pedro 1:11NVI).
Isaías é um exemplo de como Deus falou muitas vezes sobre as condições do tempo do fim e da vinda do Reino de Jesus Cristo que seria estabelecido ao Seu retorno. Frequentemente este período também é chamado de o “dia do senhor”, “últimos dias” ou simplesmente “aquele dia.” Aqui estão alguns exemplos que mostram este tema como recorrente em Isaías:
“E acontecerá nos últimos dias que se firmará o monte da casa do senhor no cume dos montes e se exalçará por cima dos outeiros e concorrerão a ele todas as nações. E virão muitos povos, e dirão: Vinde, e subamos ao monte do senhor, à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine o que concerne aos seus caminhos, e andemos nas suas veredas.’
“Porque de Sião sairá a lei, e de Jerusalém a palavra do senhor. E ele exercerá o seu juízo sobre as gentes, e repreenderá a muitos povos e estes converterão as suas espadas em enxadões e as suas lanças em foices não levantará espada nação contra nação, nem aprenderão mais a guerrear” (Isaías 2:2-4).
“Vai, entra nas rochas, e esconde-te no pó, da presença espantosa do senhor e da glória da sua majestade. Os olhos altivos dos homens serão abatidos, e a altivez dos varões será humilhada, e só o senhor será exaltado naquele dia. Porque o dia do senhor dos Exércitos será contra todo o soberbo e altivo, e contra todo o que se exalta, para que seja abatido … Então os homens se meterão nas concavidades das rochas, e nas cavernas da terra, por causa da presença espantosa do senhor, e por causa da glória da sua majestade, quando ele se levantar para assombrar a terra” (Isaías 2:10-12, 19).
“Naquele dia o Renovo do senhor [Jesus Cristo] será cheio de beleza e de glória, e o fruto da terra excelente e formoso para os que escaparem de Israel. E será que aquele que ficar em Sião e o que permanecer em Jerusalém, será chamado santo, todo aquele que estiver inscrito entre os vivos em Jerusalém” (Isaías 4:2-3).
“Porque brotará um rebento [Jesus Cristo] do tronco de Jessé [pai do Rei Davi], e das suas raízes um renovo frutificará. E repousará sobre ele o espírito do senhor … e ferirá a terra com a vara de sua boca, e com o sopro dos seus lábios matará o ímpio … E acontecerá naquele dia que as nações perguntarão pela raiz de Jessé, posta por pendão dos povos, e o lugar do seu repouso será glorioso” (Isaías 11:1-4, 10).
“Eis que o dia do senhor vem, horrendo, com furor e ira ardente, para pôr a terra em assolação e destruir os pecadores dela. Porque as estrelas dos céus e os astros não deixarão brilhar a sua luz o sol se escurecerá ao nascer, e a lua não fará resplandecer a sua luz. E visitarei sobre o mundo a maldade … Pelo que farei estremecer os céus, e a terra se moverá do seu lugar, por causa do furor do senhor dos Exércitos” (Isaías 13.9-13).
Ademais, dezenas de outras profecias como as que aparecem no livro de Isaías também aparecem nos livros de Jeremias, Ezequiel e Daniel. Estes homens profetizaram sobre os terríveis dias que precederiam a vinda do Messias como Rei dos Reis.

Outros profetas falam claramente do fim dos tempos

Praticamente todos os doze livros conhecidos como os Profetas Menores têm algo a dizer sobre o tempo do fim. Joel e Zacarias são exemplos.
Deus inspirou Joel a descrever sobre a grande destruição que ocorre durante o Dia do senhor: “Tocai a buzina [Shofar] em Sião, e clamai em alta voz no monte da minha santidade. Perturbem-se todos os moradores da terra, porque o dia do senhor vem, ele está perto. Dia de trevas e de tristeza … E o senhor levanta a sua voz diante do seu exército, porque muitíssimos são os seus arraiais porque poderoso é, executando a sua palavra porque o dia do senhor é grande e mui terrível, e quem o poderá sofrer?” (Joel 2:1-2, 11).
Zacarias acrescenta: “Eis que vem um dia do senhor, em que os teus despojos se repartirão no meio de ti. Porque eu ajuntarei todas as nações para a peleja contra Jerusalém … E o senhor sairá, e pelejará contra estas nações, como no dia em que pelejou no dia da batalha. E naquele dia estarão os seus pés sobre o monte das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o oriente … E o senhor será rei sobre toda a terra naquele dia um será o senhor, e um será o seu nome” (Zacarias 14:1-4, 9).
O assunto acerca do tempo do fim e do Reino de Deus figura tanto nos livros dos profetas que Pedro disse aos judeus que deviam crerer em Cristo, por causa deste testemunho. Pedro admoestou: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham, assim, os tempos do refrigério pela presença do senhor. E envie ele a Jesus Cristo, que já dantes vos foi pregado, O qual convém que o céu contenha até aos tempos da restauração de tudo, dos quais Deus falou pela boca de todos os seus santos profetas, desde o princípio” (Atos 3:19-21).

O tempo do fim no Novo Testamento

A maior profecia de Jesus sobre o fim dos tempos é encontrada em Mateus 24, Marcos 13 e Lucas 21, que é comumente chamada de Profecia do Monte das Oliveiras. Nesta ocasião, na semana anterior à Sua crucificação, Jesus e os discípulos deixaram o templo e escalou o Monte das Oliveiras (ou Monte Oliveira) para desfrutar de uma vista espetacular da cidade e do brilhante templo com suas pedras brancas e ornamentações de ouro. “E, assentando-se ele no Monte das Oliveiras, defronte do templo, Pedro, e Tiago, e João e André lhe perguntaram em particular: Dize-nos, quando serão essas coisas, e que sinal haverá quando todas elas estiverem para se cumprir?” (Marcos 13:3-4).
Cristo, então, revelou-lhes as condições na Terra que levariam ao seu retorno. Ele disse que seria um período de desordem e crescente dificuldade. Ele alertou que durante este tempo a humanidade teria a capacidade de exterminar a vida humana da face da terra. “Haverá um sofrimento tão grande como nunca houve desde que Deus criou o mundo; e nunca mais acontecerá uma coisa igual. Porém Deus diminuiu esse tempo de sofrimento. Se não fosse assim, ninguém seria salvo. Mas, por causa do povo que Deus escolheu para salvar, esse tempo será diminuído” (Mateus 24:21-22BLH).
Nem mesmo o poderoso Império Romano daquela era, com suas legiões, não chegou nem perto de ter o armamento necessário para varrer a humanidade da face da terra. Esta condição somente se tornaria uma possibilidade real no século XX com o desenvolvimento e implantação de armas de destruição em massa — nucleares, químicas e biológicas — em um arsenal mundial com a capacidade de matar cada homem, mulher e criança seguidas vezes.

Sinais de um fim iminente

Jesus descreveu resumidamente as condições que indicariam que o tempo do fim estava próximo. Ele advertiu aos seus discípulos: “Acautelai-vos, que ninguém vos engane; Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos” (Mateus 24:4-5).
Primeiro Jesus profetizou que seria comum o uso do seu nome para conquistar seguidores. Isso sugere que muitas igrejas, denominações e organizações aparentemente cristãs que existiriam no tempo do fim seriam enganadas ao acreditar que seus líderes representavam a Cristo. Contudo, a Igreja que verdadeiramente segue a Cristo obedeceria fielmente a Palavra de Deus e Seus mandamentos. Jesus advertiu: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus” (Mateus 7:21).
Em seguida Ele descreveu as tendências políticas, militares e ambientais antes de Sua segunda vinda. “E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. Mas todas estas coisas são o princípio de dores” (Mateus 24:6-8).

Uma analogia sobre as dores de parto

Muitos supõem que as constantes notícias sobre guerras, violência, rebeliões, fome, epidemias, terremotos e desastres naturais são sinais seguros de que estamos no tempo do fim. Certamente, Jesus Cristo e outros profetas bíblicos deixaram claro que tais tragédias abalarão a terra com a aproximação do tempo do fim.
Mas, Jesus Cristo mesmo explicou que estes fatores, por si só, não revelam que estamos no tempo do fim, porque haveria muitas catástrofes, antes que Ele retornasse. Essas tragédias, disse Jesus, preparariam o cenário para o maior conflito e sofrimento do fim dos tempos. Por mais horrível e mortal que sejam, essas catástrofes são apenas “o princípio das dores.” O pior ainda está por vir.
A Bíblia na Linguagem de Hoje traduz as palavras de Cristo em Mateus 24:8 como “as primeiras dores de parto”. Jesus estava usando uma analogia de uma mulher em trabalho de parto. Como o Comentário de Conhecimento Bíblico (The Bible Knowledge Commentary)explica: “Essas coisas, disse Jesus, será o princípio das dores de parto. Como as dores que uma mulher grávida sente quando seu filho está para nascer, assim estes conflitos universais e catástrofes significarão que o fim desta Era entre os adventos [de Cristo] está próxima” (1997, comentário sobre Mateus 24:8).
Portanto, Cristo não estava se referindo às catástrofes periódicas, tais como as guerras, fomes, epidemias e terremotos que ocorrem ocasionalmente, mas a um tempo específicoquando tais eventos gradativamente se agravariam . Assim como as contrações ficam mais fortes e frequentes antes do parto, do mesmo modo esses eventos se acentuariam em freqüência e intensidade antes da volta de Cristo.
Devemos considerar três questões importantes ao analisar se os eventos são os sinais do fim dos tempos descritos por Jesus Cristo. Primeiro, eles poderiam simplesmente ser parte do fluxo e refluxo normal de desastres que aspessoas têm experimentado ao longo da história? Segundo, todos os sinais que Jesus mencionou estão no seu devido lugar? E terceiro, há evidências sólidas que as tendências profetizadas e as condições estão inexoravelmenteaumentando e se intensificando?
Muitas pessoas bem-intencionadas têm errado ao interpretar os dramáticos eventos mundiais como sinais evidentes do fim dos tempos — apenas para vê-los não se concretizarem como se previa e passar tranquilamente para a história. Se tivessem sido mais cautelosos, poderiam ter percebido que nem tudo que Jesus falou estava em seu devido lugar naquele momento. Nós podemos ver ao fazer uma retrospectiva.
Hoje, mais do que nunca na história, vemos que está presente em nosso mundo a maioria dos aspectos dos sinais dados por Jesus Cristo. No entanto, alguns sinais decisivos do “tempo do fim” ainda não apareceram. No quebra-cabeça continua faltando algumas peças essenciais.

Outros sinais que marcam o tempo

Jesus predisse outros sinais que marcarão aquela época demasiadamente ameaçadora. Ele mencionou uma perseguição implacável contra o povo de Deus — desta vez em escala mundial — surgirá novamente: “Então vos hão de entregar para serdes atormentados e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as gentes por causa do meu nome. Nesse tempo, muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se aborrecerão. E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará. Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo” (Mateus 24:9-13).
Ao piorar as condições, aumentará terrivelmente o número de pessoas assustadas e traidoras. Em um crescente clima de anarquia e de hostilidade, as pessoas vão abandonar umas às outras, a Deus e a Seus ensinamentos. O diabo, tendo sido lançado à terra e sabendo que seu tempo é curto (Apocalipse 12:12-17), vai tentar atrapalhar os planos de Deus.
Satanás vai inspirar seus seguidores a tomar o controle da cidade sagrada de Deus, Jerusalém. “Quando pois virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo (quem lê, que atenda), Então, os que estiverem na Judéia, fujam para os montes … porque haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco haverá mais. E, se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria …” (Mateus 24:15-16, 21-22; compare com Apocalipse 11:2).
Jerusalém já sucumbiu às forças estrangeiras antes — incluindo os romanos, árabes e turcos. Jesus predisse que forças estrangeiras novamente a controlariam numa época de crise mundial sem precedentes. Nesse mesmo período, haverá um incentivo a uma guerra que, se Deus não interviesse, toda a vida humana do planeta seria destruída.

Sinais religiosos e celestes

Jesus continuou citando outros sinais que marcariam o tempo do fim. Ele revelou que os líderes religiosos vão usar os poderes enganosos de Satanás para realizar milagres e para convencer o mundo a obedecer suas ordens. “Então, se alguém vos disser: Eis que o Cristo está aqui, ou ali, não lhes deis crédito. Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos” (Mateus 24:23-24).
Para contrapor esse engano, Cristo predisse que Seu evangelho seria pregado fielmente a todas as nações ao se aproximar o tempo do fim: “E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim” (Mateus 24:14).
Mais tarde, durante o período final de três anos e meio, Ele usará Seus dois servos, como poderosas testemunhas da verdade, dando-lhes poderes milagrosos. “E darei poder às minhas duas testemunhas, e profetizarão por mil duzentos e sessenta dias [três anos e meio] … Estes têm poder para fechar o céu, para que não chova nos dias da sua profecia; e têm poder sobre as águas para convertê-las em sangue, e para ferir a terra com toda a sorte de pragas, todas quantas vezes quiserem” (Apocalipse 11:3, 6).
Outros acontecimentos dramáticos distinguirão esses dias finais. “E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu e as potências dos céus serão abaladas” (Mateus 24:29).
Depois destes acontecimentos surpreendentes, Jesus disse que voltará à Terra com poder e esplendor. “Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do Homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória” (versículo 30).

A analogia da figueira brotando

Antes de concluir, Jesus deu outra analogia para nos ajudar a compreender que nem todas as catástrofes — guerras, fomes, pestes e terremotos — indicariam Seu iminente regresso. Ele compara a nossa observação dos acontecimentos que levarão à crise do fim dos tempos com o florescimento de uma figueira ao reconhecer, por isso, que o verão está próximo.
Ele disse: “Aprendei, pois, esta parábola da figueira: quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão. Igualmente, quando virdes todas estas coisas , sabei que ele está próximo, às portas” (versículos 32-33). Observe que todas essas coisas devem estar presentes para que a analogia seja válida.
E falando para aqueles que verão “todas estas coisas” acontecerem, Jesus continua: “Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam. O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar. Porém daquele Dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, mas unicamente meu Pai” (versículos 34-36).
Como na natureza, um falso clima primaveril pode ocorrer. Às vezes o clima esquenta e parece pronto para a primavera, com algumas árvores florindo, mas, em seguida, uma geada repentina faz um grande estrago. Da mesma forma, muitos eventos mundiais perturbadores no passado eram um falso clima primaveril.
Por exemplo, pela primeira vez na história o século 20 viu o surgimento de guerras mundiais. Essas duas guerras mundiais devastadoras causaram grandes desgraças e a morte de dezenas de milhões de pessoas. No entanto, essas guerras finalmente terminaram e o mundo voltou a uma trégua e uma relativa paz. A ocorrência de guerras terrivelmente destrutivas por si só não é prova de que o tempo do fim chegou.
Da mesma forma, a história tem visto oscilações periódicas da moral, indo da rígida moralidade à desprezível degradação e vice-versa. Assim aconteceu nos dias do apóstolo Paulo, no Império Romano, e nos dias do Império Islâmico, no Renascimento e em nossos dias.
Paulo descreveu a deterioração moral e espiritual dos valores que permearia os últimos dias: “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos; porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te” (2 Timóteo 3:1-5).
Novamente, a chave para determinar se uma desaceleração moral — incluindo a atual — é parte da degradação moral descrita pelos apóstolos e profetas é analisar se as constantes tendências têm aumentado ou diminuído ultimamente. Se continuarem a se intensificar, e são acompanhadas por outros sinais do fim dos tempos que Jesus Cristo e os profetas previram, então, os eventos finais podem estar à porta.

Conheça os falsos cristos mais famosos da história

Simbologia Illuminati!

Portal traz relação dos mais conhecidos que surgiram nos últimos séculos


Há uma semana surgiu a notícia do falecimento de José Luiz de Jesus Miranda, fundador da Igreja Crescendo em Graça. Ele dizia ser Jesus Cristo e anunciou que no dia 30 de junho de 2012 seu corpo seria transformado, fazendo com que ele se tornasse imortal.

Desde que isso não se confirmou, ele sumiu da mídia. Embora não tenha sido confirmada oficialmente, sua morte apenas aumenta a longa lista de pessoas clamando ser Jesus.

É mais um cumprimento da profecia de Mateus 24:23-26

“Se, então, alguém disser: ‘Vejam, aqui está o Cristo!’ ou: ‘Ali está ele!’, não acreditem. Pois aparecerão falsos cristos e falsos profetas que realizarão grandes sinais e maravilhas para, se possível, enganar até os eleitos. Vejam que eu os avisei antecipadamente. “Assim, se alguém disser: ‘Ele está lá, no deserto!’, não saiam; ou: ‘Ali está ele, dentro da casa!’, não acreditem”.

Desde os primeiros séculos surgiram pessoas que declaravam ser (ou eram consideradas por
seus seguidores) a encarnação ou a reencarnação de Jesus Cristo, ou ainda a Segunda Vinda de Cristo. Isso sem contar os milhares de casos de pessoas perturbadas mentalmente que fizeram esse tipo de declaração.

O portal Gospel Prime fez uma lista com os mais famosos “falsos messias” dos últimos séculos.

Século 19

John Nichols Thom (1799-1838), rebelde contra o governo, dizia ser o “salvador do mundo” e a reencarnação de Jesus Cristo em 1834. Foi morto por soldados britânicos na Batalha de Bossenden Wood, em 31 de maio de 1838 na cidade de Kent, Inglaterra.


Arnold Potter (1804-1872), apostatou da Igreja dos Santos dos Últimos Dias líder (mórmons), Afirmava que o espírito de Jesus Cristo entrou em seu corpo e ele se tornou “Potter Cristo”, Filho do Deus vivo. Morreu numa tentativa de “subir ao céu” ao pular de um penhasco.


Bahá’u'lláh (1817-1892), nascido numa família muçulmana xiita, em 1844 afirmou ser o cumprimento profetizado e Prometido de todas as grandes religiões. Ele fundou a Fé Bahá’í em 1863, que tem seguidores até hoje em todo o mundo.


William W. Davies (1833-1906), líder da seita Reino dos Céus localizado em Walla Walla, Washington (1867-1881). Ele ensinava a seus seguidores que era o arcanjo Miguel, mas já havia vivido como Adão, Abraão e Davi. Quando seu filho Arthur nasceu, em 11 de fevereiro de 1868, Davies afirmou que a criança era a reencarnação de Jesus Cristo. Quando David, o segundo filho de Davies, nasceu em 1869, ele passou dizer que era Deus, o Pai.


Mirza Ghulam Ahmad, (1835-1908), natural da Índia afirmou ser o aguardado Mahdi, bem como a segunda Vinda de Jesus, o Messias prometido no final do tempo. Ele foi a única pessoa na história islâmica que alegava ser ambos. Afirmava ser Jesus, no sentido metafórico, em caráter. Fundou a Movimento Ahmadiyya em 1889, alegando ser comissionado por Deus para reformar a humanidade.


Lou de Palingboer (1898-1968), fundador e líder de uma seita da Holanda, que dizia ser “o corpo ressuscitado de Jesus Cristo.”


Século 20

Haile Selassie I (1892-1975) não dizia abertamente ser Jesus, mas o movimento Rastafari, que surgiu na Jamaica durante os anos 1930, acredita que ele é a Segunda Vinda . Incorporou isso quando se tornou imperador da Etiópia em 1930, defendendo ser a confirmação do retorno do Messias no Livro de Apocalipse. Também é chamado de Jah Ras Tafari, e os seguidores do movimento Rastafari dizem que ele deve retornar uma segunda vez para iniciar o dia de julgamento. A seita continua crescendo em parte graças a grupos de reggae, e teria cerca de um milhão de seguidores.


Ernest Norman (1904-1971), um engenheiro elétrico que fundou a Academia Unarius de Ciência, em 1954, Dizia ser a encarnação terrena de um arcanjo chamado Raphiel, mas já vivera na terra como outras figuras notáveis, incluindo Confúcio, Sócrates e Jesus. Faleceu em 1971, mas a Unarius ainda se mantém e oferece terapia de vidas passadas para curar todo tipo de mal.


Krishna Venta (1911-1958), fundados da seita Fonte de sabedoria, conhecimento, fé e amor, na Califórnia, no final de 1940. Em 1948, declarou que ele era o Cristo, o novo messias e que chegou à Terra vindo do planeta Neophrates, já extinto. Foi assassinado dois ex-seguidores descontentes que o acusavam de Venta mau uso do dinheiro da seita e de ter abusado de suas esposas.


Ahn Sahng-Hong (1918-1985), sul-coreano que fundou a Igreja de Deus Nova Aliança da Páscoa em 1964, que se tornou a Sociedade Missionária Mundial de Deus. Ele seria a Segunda Vinda de Jesus e depois passou a se declarar o próprio Deus Pai.


Sun Myung Moon (1920-2012), mais conhecido como Reverendo Moon, fundador da Igreja da Unificação. Ensinava ser o Messias e a Segunda Vinda de Cristo, cumprindo a missão inacabada pelo Jesus bíblico. Os membros da Igreja da Unificação ainda consideram Sun Myung Moon e sua esposa, Hak Ja Han, os Verdadeiros Pais da humanidade, Adão e Eva restaurados à sua plenitude.


Jim Jones (1931-1978), fundador do Templo dos Povos. Inicialmente um líder protestante, passou a se dizer reencarnação de Jesus, Akhenaton , Buda e o Divino Pai. Alegando perseguição religiosa nos EUA, levou seus seguidores para Jonestown , Guiana, onde organizou um suicídio coletivo dia 18 de novembro de 1978.


Marshall Applewhite (1931-1997), fundador da seita Portão do céu, usou a internet para se declarar Jesus Cristo e reunir seguidores. Todos cometeram suicídio coletivo dia 26 de março de 1997, quando passou pela Terra o cometa Hale-Bopp . Eles acreditavam que iriam se encontrar com ele no céu, pois na verdade seria uma nave espacial que veio buscá-los.


Wayne Bent (1941 -), seu verdadeiro nome é Michael Travesser. Fundador da Igreja o Senhor é Nossa Justiça. Ele afirma: “Sou a personificação de Deus, sou a divindade e a humanidade combinado”. Iniciou seu seita em 1989, quando convenceu alguns adventistas a abandonarem a igreja e segui-lo numa vida sem pecados. A partir de 2000 disse ter ouvido Deus dizer: “Você é o Messias”. Foi condenado à prisão em 15 de dezembro de 2008, por abuso sexual de menores.


Ariffin Mohammed (1943 -), também conhecido como “Ayah Pin”, fundou a seita Reino dos Céus, na Malásia , em 1975, logo proibida pelo governo. Ele afirma a seus seguidores ter contato direto com os céus, sendo considerado a encarnação de Jesus, bem como de Shiva, de Buda e de Maomé.


Matayoshi Mitsuo (1944 -), um político conservador japonês, que em 1997 criou a Partido Mundial da Comunidade Econômica, com base em sua convicção de que ele é Deus e Cristo. De acordo com seu programa, ele fará o último julgamento como Cristo, mas dentro do sistema político atual.


José Luis de Jesús Miranda (1946 – 2013), porto-riquenho fundador e líder da Igreja Crescendo em Graça. Afirma que o Cristo ressuscitado se apossou do seu corpo em 1973, quando 2 espíritos lhe avisaram disso. Anunciou que passaria por uma grande transformação em 2012, tornando-se imortal. Sua morte em decorrência de um câncer não é confirmada pela igreja que conta com 710 centros de culto em 25 países.


Inri Cristo (1948 -), um astrólogo brasileiro que afirma desde 1969 ser o segundo Jesus reencarnado. Vive em Brasília, considerada por ele e seus discípulos como a “Nova Jerusalém” mencionada no Apocalipse.


Shoko Asahara (1955 -), fundou o controverso japonês grupo religioso Aum Shinrikyo , em 1984. Ele declarou ser “o Cristo” e ” Cordeiro de Deus “. Seria o único só mestre do Japão plenamente iluminado. Divulgou uma profecia sobre o fim do mundo, que incluiu uma Terceira Guerra Mundial, que terminaria em um bombardeamento nuclear. A humanidade iria acabar, exceto para os poucos que seguissem a Aum. Ficou famoso quando realizou o ataque com gás sarin no metrô de Tóquio em 1995. Desde então está preso e foi condenado à morte, mas ainda aguarda a execução.’


David Koresh (1959-1993), nascido Vernon Wayne Howell, foi o líder da seita “Davidiana” com sede em Waco, Texas. Em 1983 começou a dizer que era o último profeta e “o Filho de Deus, o Cordeiro”. Reuniu seus seguidores e um grande arsenal em uma fazenda, em 1993. O FBI invadiu o local, numa operação que terminou com um incêndio da sede do grupo. Além de Koresh, morreram 54 adultos e 21 crianças.


Hogen Fukunaga (1945 -), fundador no Japão, em 1987, a Ho No Hana Sanpogyo , conhecida como seita da “leitura do pé”. Ele diz ter passado por uma experiência espiritual quando descobriu ser a reencarnação de Jesus Cristo e de Sidarta Gautama, o Buda.


Marina Tsvigun (1960 -), ou Maria Devi Christos, líder da Grande Fraternidade Branca . Em 1990, ela conheceu Yuri Krivonogov, que passou a afirmar que Marina era um novo messias e mais tarde se casou com ela.


Sergey Torop (1961 -), um ex-guarda de trânsito russo, que afirma ter “renascido” como Vissarion, Jesus Cristo embora ressalte que ele não é “Deus”, mas a ” palavra de Deus “. Fundou a Igreja do Último Testamento. Em 1990 mudou-se para o sul da Sibéria, onde vive com seus discípulos na comunidade espiritual Tiberkul Ecopolis. Ele tem várias esposas e diz ter 10 mil espalhados pelo mundo.

Século 21

David Shayler (1965 -) é um inglês, ex-agente do serviço secreto MI5 que, no verão de 2007, proclamou ser o Messias. A “descoberta” da nova identidade veio após o consumo de cogumelos alucinógenos. Afirma que um espírito apareceu e lhe deu a notícia. `Passou então a andar apenas com roupas brancas e sem sapatos. Defende o uso de drogas como algo espiritual.

Lançou uma série de vídeos no YouTube onde afirma ser Jesus. Vive com alguns seguidores numa comunidade seminômade, ocupando casas vazias em Londres ou no interior da Inglaterra. Ele afirma ter um “lado mulher” e assume por vezes a personalidade de Delores Kane. Explica que não se trata de homossexualidade. “É como balancear as coisas [os lados feminino e masculino], como se eu pudesse esquecer quem sou “, justifica,


Oscar Ramiro Ortega-Hernandez (1990 -).
 Em novembro de 2011, disparou nove tiros com um rifle AK-47 contra a Casa Branca, em Washington. Dizendo ser Jesus Cristo, disse que foi enviado para matar o presidente Barack Obama, que seria o Anticristo.


Alan John Miller (1962 -), mais conhecido como AJ Miller. Australiano, é um ex- Testemunha de Jeová e líder do movimento Verdade Divina. Miller afirma ser Jesus Cristo reencarnado e quer espalhar mensagens que ele chama de “Verdade Divina”. Ele faz vários seminários sobre o tema e usa várias formas de mídia, principalmente a internet. Vive com Mary Suzanne Luck, que seria o retorno de Maria Madalena a Terra.


quarta-feira, 17 de outubro de 2018

IBGE aponta que até 2040 evangélicos serão maioria



Levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que, diminuição dos católicos chega a 1% ao ano e evangélicos crescem em torno de 0,7%, como registrado no Censo de 2010

Os dados das pesquisas, ano após ano, mostram que os grandes centros urbanos são o campo mais fértil para os evangélicos. Na periferia de São Paulo, por exemplo, a relação de evangélicos e católicos era de 52 para 100, enquanto no centro da capital cai para 38 por 100.

“Possivelmente em cerca de 10 e 15 anos o Brasil não terá mais maioria católica”, diz o demógrafo José Eustáquio Diniz Alves, da Escola Nacional de Ciências Estatísticas do IBGE.

Atualmente, Rondônia e Rio de Janeiro são os Estados onde o crescimento evangélico tem mais expressão: chega a 71 evangélicos para cada 100 fiéis ao Vaticano, no primeiro caso, e 64 contra 100 no segundo, conforme os números coletados pelo demógrafo Diniz Alves.

“As igrejas evangélicas criaram um caminho de inclusão e ascensão social”, afirma pesquisadora Maria das Dores Campos Machado, da UFRJ.

MÉTODO EFICIENTE
O pastor assembleiano Deiró de Andrade, formado em Administração, Economia e Direito, afirma que a forma como os evangélicos apresentam a mensagem bíblica é mais poderosa por um motivo: considera o indíviduo maior que a instituição e o Estado.

“Se o indivíduo está bem, o Estado estará bem”, afirma. “Os países da reforma protestante prosperaram; os da contrarreforma fracassaram. A Bíblia não diz o que é felicidade, mas mostra o caminho, trata da formação espiritual, da família, do trabalho que traz dignidade. É isso que pregamos”, acrescentou.

PESQUISA
Uma pesquisa de 2015, realizada pelo Pew Research Center, de Washington (EUA), mostrou que à época, um em cada cinco brasileiros é ex-católico, e que a troca de religião, segundo 81% dos entrevistados, foi motivada por uma maior conexão com Deus, enquanto outros 69% disseram que preferiam o estilo evangélico e 60% destacaram a ênfase na moralidade.

A POSIÇÃO DA IGREJA CATÓLICA
A Igreja Católica no Brasil demonstra ter mudado a visão a respeito do cenário, e agora, sob a direção do Papa Francisco, tenta focar na qualidade dos fiéis, e não mais na quantidade. O cardeal dom Sérgio da Rocha, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e arcebispo de Brasília, afirmou que o mais preocupante não são os fiéis que seguem a Jesus em outras igrejas, mas os que se dizem católicos e não vivem como tal.

O padre Valeriano concorda e vai além, dizendo que a quantidade de católicos, na prática, é muito inferior ao demonstrando nas pesquisas: “Menos de 10% dos batizados na Igreja Católica Apostólica Romana frequentam as missas dominicais, o que significa um mínimo de pertença”, analisou.

Para o cardeal Rocha, Francisco tem se dedicado a mudar a postura da Igreja Católica, hoje mais enxuta e precisando deixar uma marca na sociedade diferente dos escândalos que a atingiram recentemente.

Rocha explica que as razões para a queda pronunciada do número de católicos no Brasil não são simples: “Tem a ver com a dinâmica interna de uma sociedade plural e complexa, e não apenas com as limitações e lacunas da ação pastoral da Igreja Católica, que obviamente não podem ser negadas”, observa.

“O pluralismo religioso é reflexo de uma sociedade plural. Não é possível manter a situação religiosa de outros tempos, nem seria conveniente, sob o ponto de vista teológico, uma igreja controladora da sociedade”, acrescentou, fazendo um mea-culpa e reconhecendo, de forma indireta, os avanços promovidos na sociedade pela Reforma Protestante.

Brasil terá maioria evangélica em 2020, segundo estatísticas


Segundo o último Censo do IBGE, o número de evangélicos no país cresceu 61% em dez anos.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO VALOR ECONÔMICO E GACETA CRISTIANA

Havia, em 2010, 42.310.000 evangélicos no Brasil, 22,2% da população. (Foto: Reprodução).
Havia, em 2010, 42.310.000 evangélicos no Brasil, 22,2% da população. (Foto: Reprodução).
O último Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) - de 2010 - concluiu que a perda de fiéis católicos, que era cerca de 1%, aumentou acentuadamente, enquanto o aumento notável de evangélicos continuou a crescer bastante.
O número de cristãos evangélicos no país cresceu 61% em 10 anos. Havia, em 2010, 42.310.000 evangélicos no Brasil, 22,2% da população.
Até 2020, não haverá um novo censo oficial, embora existam estudos periódicos que servem para mostrar tendências estatísticas. Com base em um desses estudos, José Eustaquio Diniz Alves, demógrafo da Escola Nacional de Ciências Estatísticas do IBGE, afirma que essa tendência é mantida e que "é possível que em 10 ou 15 anos o Brasil não tenha mais a maioria da população católica".
A Faculdade de Teologia da PUC-SP, considera que a prática do catolicismo no Brasil é ainda mais escassa do que o número de fiéis e que não atinge 10% dos batizados na Igreja Católica que assiduamente frequentam as missas no Domingo.
Alguns dados de outras investigações recentes também validam o crescimento evangélico, especialmente nas áreas metropolitanas das grandes cidades. Por exemplo, na periferia de São Paulo, haveria 52 evangélicos para cada 100 católicos, enquanto no Rio de Janeiro eles seriam 71 para cada 100.
Mudança
Em 2015, o Pew Institute realizou um estudo do panorama das crenças na América Latina com amostragem em 18 países do continente, incluindo o Brasil. Nesse estudo, 20% dos brasileiros eram católicos, mas haviam deixado a prática. A busca de uma "melhor relação com Deus" foi para 81% da causa da mudança de crenças. Para 69%, era o modo ou o estilo de viver a fé em sua nova igreja e, em 60%, a "ênfase mais apropriada" em questões éticas.
O professor Campos Machado, do Núcleo de Religião, Gênero, Ação Social e Política, da Escola de Serviço Social da UFRJ, estuda o movimento evangélico no país. Segundo ele, "os evangélicos vão para onde o Estado não atende às necessidades básicas daqueles que mais precisam". Além disso, ele acredita que pastores e líderes evangélicos estão mais próximos do povo do que a liderança da Igreja Católica.
O fato é que a liderança das igrejas evangélicas emerge das próprias pessoas é também um índice de suas raízes locais. "Quantos sacerdotes católicos ou bispos negros existem hoje? Muito poucos. Por outro lado, há pastores negros e também bispos", finaliza.

Cristãos no mundo: 2,18 bilhões

Cristãos no mundo: 2,18 bilhões de pessoas dizem professar a fé cristã segundo instituto


Cristãos no mundo: 2,18 bilhões de pessoas dizem professar a fé cristã segundo instituto
Atualmente, o planeta possui cerca de 7 bilhões de pessoas e aproximadamente 2,18 bilhões de pessoas que dizem professar a fé cristã. Esses dados foram revelados em um relatório do instituto de pesquisa americano Pew Research Center, e mostra uma predominância entre as duas maiores tradições cristãs do planeta: catolicismo e protestantismo. De acordo com o Pew Research, as principais tradições cristãs são a católica, com 51,4% dos fiéis; os evangélicos, 36% (sendo que a maioria segue a linha pentecostal); e os ortodoxos, que somam 12,6%.
O Anuário Pontifício 2017 e o Anuarium Statisticum Ecclesiae 2015, do Departamento Central de Estatística da Igreja do Vaticano, indica que o Brasil ocupa o primeiro lugar no conjunto de dez países do mundo com maior consistência de católicos batizados, com 172,2 milhões de católicos. Ficando à frente de países como o México, com 110,9 milhões, Filipinas com 83,6 milhões, Estados Unidos da América (72,3), entre outros. O número de católicos brasileiros representa 26,4% de católicos no continente americano.
Na pesquisa do Instituto Pew Research Center, o Brasil figura na lista dos maiores países cristãos do planeta, com aproximadamente 175 milhões de seguidores de Jesus, atrás apenas dos Estados Unidos, 246 milhões, e à frente do México, terceiro colocado, com 107 milhões.
A partir dos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a pesquisa constatou que o catolicismo ainda é predominante no Brasil, que forma a maior população católica do mundo, com aproximadamente 133 milhões de fiéis.
Nos anos 1980, os católicos eram 90%, e 20 anos depois, na primeira década do novo milênio, a redução constatada em duas décadas foi significativa, com os fiéis da Igreja Católica Apostólica Romana somando 73,6% da população, enquanto os evangélicos eram 15,4%. O Pew destaca que os 6,8% percentuais representou, em número de pessoas, um salto de 26,2 milhões de evangélicos para 42 milhões, formado em sua maioria por pentecostais (60%), seguidos de protestantes missionários (18,5%) e 21,8% de tradições diversas, incluindo os neopentecostais.
Evangélicos no Brasil
Em 2010, o IBGE registrou um significativo aumento de evangélicos, com relação ao Censo de 2000, com 60% de aumento do número de pessoas filiadas às denominações evangélicas. O salto foi de 15,4% para 22,21%, contra 64,6% de católicos.A maior percentagem de católicos no Brasil, por estado, está no Piauí, com 85,1%, enquanto a maior concentração percentual de evangélicos está em Rondônia, com 33,8% da população local.
Segundo o Instituto de Pesquisa DataFolha, três em cada dez (29%) brasileiros com 16 anos ou mais atualmente são evangélicos, dividindo-se entre aqueles que podem ser classificados como evangélicos pentecostais (22%), em maior número e frequentadores de igrejas como Assembleia de Deus, Universal do Reino de Deus, Congregação Cristã e Quadrangular do Reino de Deus, e 7%, como evangélicos não pentecostais, pertencentes a igrejas como Batista, Presbiteriana e Metodista, entre outras.
Esse segmento evangélico fica abaixo do formado por católicos (50%), e ainda há 14% sem religião, 2% de espíritas, kardecistas e espiritualistas, 1% de umbandistas, 1% de praticantes do candomblé, 1% de ateus e 2% de outras religiões.
Projeções
Em 2050 o mundo terá quase tantos muçulmanos quanto cristãos e o número de pessoas sem religião diminuirá, indica o estudo americano “O futuro das religiões no mundo: projeções 2010-2050”, do Pew Research Center. Segundo o instituto, se as tendências atuais continuarem, até 2050 “o número de muçulmanos igualará quase o de cristãos”, mas este último continuará sendo o maior grupo religioso do mundo.
O documento, no qual são estudadas projeções que se baseiam principalmente na taxa de fertilidade, na idade da população, nas migrações e nas tendências de conversão, indica que o número de muçulmanos no mundo alcançará 2,76 bilhões (1,6 bilhão em 2010) em 2050, enquanto no mesmo ano haverá 2,92 bilhões de cristãos (2,17 bilhões em 2010).
Assim, os cristãos continuarão sendo mais numerosos, com uma proporção estável de 31,4%, e os muçulmanos constituirão 29,7% da população mundial, contra 23,2% em 2010. Nas próximas quatro décadas, o Islã “crescerá mais rápido que qualquer outra religião”, afirma o documento, com um aumento – graças a uma população jovem e a uma taxa de fertilidade alta – de 75% com base em uma progressão de 35% da população mundial.
No entanto, o Pew afirma que estas projeções se baseiam em números em mudança constante. Vários eventos, como guerras, movimentos sociais e políticos, catástrofes naturais ou alterações nas condições econômicas “podem modificar as tendências demográficas de forma imprevisível”, afirma o instituto.