quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

AS 3 RELIGIÕES



Budismo, Islamismo e Hinduísmo são as três religiões que mais crescem nesses países. Religiões que anualmente têm matado milhares de pessoas e adeptos, por causa das facções existentes entre eles mesmos e da perseguição causada contra os cristãos residentes nessas áreas de risco. Ali ter a liberdade de expressão e adorar ao Deus verdadeiro é quase uma blasfêmia contra as ideologias pregadas pelos líderes dessas religiões. Vejamos abaixo um pouco sobre os fundamentos dessas religiões.



Budismo



Foi fundado na Índia, por volta do século VI a.C. por um pregador chamado Buda. Em várias épocas, o budismo tem sido a força religiosa, cultural e social dominante na maior parte da Ásia, especialmente na Índia, na China, no Japão, na Coréia, no Vietnã e no Tibet. Em cada região, o budismo combinou-se com elementos de outras religiões, como o hinduísmo e o xintoísmo. Atualmente, o budismo tem cerca de 613 milhões de adeptos no mundo. A maior parte deles vive em Sri-Lanka, nas nações do interior do Sudeste da Ásia e no Japão.



As Crenças do Budismo



     Todos os budistas têm fé em:



          1 - Buda;



          2 - Em seus ensinamentos, chamados de “Darma”;



          3 - Na comunidade religiosa que ele fundou, chamada “Sanga”.



Os budistas chamam Buda, Darma e Sanga de os Três Refúgios ou as Três Jóias.



BUDA - Nasceu por volta de 563 a.C. no Sul do Nepal. Seu nome verdadeiro era Sidarta Gautama. Era membro de uma rica e poderosa família real. Com cerca de 29 anos, Gautama convenceu-se de que a vida estava cheia de sofrimento e tristeza. Essa convicção o levou a abandonar a esposa e o filho recém-nascido, e procurar a iluminação religiosa como monge viajante. Depois de percorrer o nordeste da Índia por aproximadamente seis anos, Guatama teve a iluminação. Ele acreditou ter descoberto a causa de a vida estar cheia de sofrimento e como o homem poderia escapar dessa existência infeliz. Após outras pessoas terem tomado conhecimento de sua descoberta, passaram a chamá-lo de Buda, que significa "o iluminado".



Islamismo



A palavra Islamismo significa submissão a Deus, e muçulmano é aquele que segue as leis islâmicas. A revelação do islamismo foi dada a Maomé, que é reverenciado pelos muçulmanos como o maior profeta. Maomé não é apenas um nome, mas um título - “Aquele que é adorado”.



A vida de Maomé



Maomé nasceu em 570 d.C., em Meca, uma cidade da Arábia. Seu pai morreu antes do seu nascimento. Era membro do clã Hashim e de uma poderosa tribo Quraysh. A mãe de Maomé morreu quando ele tinha apenas seis anos de idade. Maomé foi viver com o avô, que era guardião de Ka’aba. Tristemente, dois anos depois, seu avô também morreu e desde a idade de 8 anos Maomé foi criado por seu tio, Abul Talib, que era um mercador nas rotas de camelos mercantes.



Cresceu durante uma época de insegurança econômica e descontentamento com as diferenças entre os muito ricos e os pobres. A adoração a deuses pagãos era muito comum na Arábia. Estima-se que existiam cerca de 360 deuses a serem aplacados, com mais de 124.000 profetas conhecidos. Consta nos arquivos da história muçulmana que, desde menino, Maomé detestava a adoração aos ídolos e que levava uma vida moral pura.



Maomé foi empregado por Khadija, uma rica viúva, para administrar a caravana mercante. Ficou conhecido como “Al-Amin” , o “Digno de Confiança”, e foi um proeminente membro da associação mercante de Meca.



Aos 25 anos casou-se com Khadija com quem teve 6 filhos; todos morreram, menos a filha caçula - Fátima. Maomé e Kahadija ficaram casados 25 anos. Mais tarde, depois da morte de Khadija, Maomé aprovou a poligamia e casou-se com várias mulheres.



Aos 40 anos, ficou muito preocupado com a situação de seus compatriotas e gastou muito de seu tempo em meditação sobre assuntos religiosos. Durante sua vida, Maomé conheceu muitos cristãos, sacerdotes e judeus. Muitas vezes, buscou conselho de um monge jacobino que lhe ensinou vários aspectos dos costumes religiosos judaicos.



Durante o mês de Ramadam, Maomé retirava-se para uma caverna na encosta do Monte Hira, a três milhas de Meca. Foi durante uma dessas ocasiões, que ele começou a receber revelações e instruções que acreditava serem do arcanjo Gabriel. Estes escritos formam a base do Alcorão.



Junto com o Alcorão, há o livro de Hadiths. Nele contém os ensinos de Maomé, e é tão importante quanto o Alcorão em todas as áreas da vida do muçulmano.



Maomé declarou que o Alcorão era a revelação final e superior do único e supremo Deus. Proibiu a adoração aos ídolos e ensinou que a vida do muçulmano deve ser completamente submissa a Alá, com abluções rituais antes das cinco orações diárias, voltados para Meca. A sexta-feira tornou-se o dia separado para adoração conjunta na mesquita.



 O Hinduísmo



 A origem do hinduísmo se encontra num sincretismo que vem a ser um confronto entre o hinduísmo e o islamismo, e inaugura uma nova fase no desenvolvimento religioso na Índia. É resultante de tentativas de fusão das religiões dominantes, trazidas para a Índia há mais de três mil anos, por povos cuja origem é incerta e cujas crenças já existiam.



O hinduísmo prega a existência de um número imenso de deuses, embora considere Brama o primeiro grande deus, de onde provêm outros milhares de deuses. Quanto à origem dos seres e do próprio Brama, segundo o ensinamento do hinduísmo, havia antes um mundo submerso na escuridão; sem atributos, imperceptível ao raciocínio, não revelado e como que entregue inteiramente ao sono. Além de Brama existem Sirva e Vishnu, os quais formam a trindade hindu.



No hinduísmo, a natureza dos deuses é muito variável, isto é, determinado deus pode ser bondoso ou favorável numa circunstância e violento e cruel em outra. Vishnu é tido como conservador e Sirva como destruidor, podendo ambos tomar formas diferentes e terríveis. Em relação aos animais, as crenças hinduístas são complexas: a vaca sem exceção das diferentes seitas, é considerada sagrada, não pode ser morta nem comida. O rato, por exemplo, é considerado deus e come comida suficiente para alimentar toda a população do Canadá.



Até o começo deste século, alguns ramos do hinduísmo ofereciam aos deuses sacrifícios humanos.



Viver é sofrer - Sentimento idêntico ao do budismo - e deixar de viver é alcançar a paz eterna do nirvana, contínuo renascer; para muitos hinduístas há uma lei fatal, a lei do Karma ( destino ). Hoje existem cerca de 716 milhões de hindus no mundo e eles possuem estratégias como: meditação transcendental, yoga, pensamento nova era e krishna.




Diante dessa tão triste realidade, cabe a nós como igreja nos levantarmos para fazer algo por tanta gente que tem vivido debaixo do jugo de satanás através das religiões, que não seguem o termo original da palavra: religar. Mas ao contrário disso, distancia a raça humana de Deus. Como igreja temos a função restauradora de trazer de volta o relacionamento do homem com Deus. Para isso, precisamos saber como se encontra o homem e como podemos nos posicionar, levantar e fazer um trabalho de adoção daqueles que são órfãos espirituais, ou melhor, daqueles que precisam conhecer o verdadeiro amor de Deus. (fonte: Ministério Intercessão & Eventos de Jocum)

PERSEGUIÇÃO CRISTÃ



Onde seguir as palavras do Senhor Jesus pode custar a própria vida: conheça os 50 países em que a perseguição aos cristãos atinge o nível mais elevado

Uma vez que seu chamado é servir os que pagam um alto preço por causa de sua fé em Jesus, a Portas Abertas entende ser necessário monitorar a situação religiosa dos países para saber onde sua ajuda se faz mais necessária. Para isso, criou a Classificação da Perseguição Religiosa (chamada anteriormente de Classificação de Países por Perseguição). Esta é a única pesquisa do tipo realizada anualmente em todo o mundo. Ela mede a liberdade que um cristão tem para praticar sua fé.
Trata-se de uma lista que relaciona os 50 países em que os seguidores de Cristo são mais hostilizados, somando assim milhões de cristãos afetados pela perseguição – atualmente, cerca de cem milhões de cristãos são perseguidos; em média, cem indivíduos cristãos perdem sua vida a cada mês em razão de sua fé em Jesus Cristo.
Governos instáveis e extremismo islâmico
A maior fonte de perseguição à Igreja em 2013 foi o extremismo islâmico. Dos 50 países listados na Classificação da Perseguição Religiosa, 36 deles apresentaram essa tendência, principalmente na África. Seria possível dizer que a Classificação de 2014 mostra que a perseguição aos cristãos está se tornando mais intensa em mais países, espalhando-se pelo continente africano.
Os dez países mais hostis aos cristãos tratam-se de nações que passam por sérios problemas em seu governo: Somália, Síria, Iraque, Afeganistão, Paquistão e Iêmen. Junto a eles, Coreia do Norte, Arábia Saudita, Maldivas e Irã completam a primeira dezena de países em que ser cristão é, praticamente, uma prova de resistência.

Como a Classificação é formada
Para entender melhor como acontece a perseguição aos cristãos no mundo atual, a Portas Abertas definiu cinco áreas diferentes em que os cristãos são hostilizados: individualidade, família, comunidade, nação e igreja.
Ao separar as áreas para análise, a Portas Abertas elabora um questionário bastante específico e extenso que contempla as diferentes formas de perseguição. Cristãos de diversas nações são convidados a responder um total de 96 perguntas que, somadas a informações obtidas por meio de pesquisas e averiguação, culminam na pontuação do país na Classificação.

Este resultado final é usado para determinar a ordem dos países na posição de 1 a 50 da Classificação da Perseguição Religiosa. Além disso, a pesquisa faz distinção entre duas formas principais de perseguição: ameaças e pressões que cristãos vivenciam em todas as áreas da vida, e pela violência.

Não se engane ao imaginar que a violência é a forma predominante e mais invasiva de perseguição; em muitos casos, a opressão pode ter um efeito ainda mais devastador. Isso explica porque não necessariamente quanto maior a violência física contra os cristãos, maior é a perseguição.

A Portas Abertas tem monitorado a perseguição aos cristãos em todo o mundo desde 1970. Ao longo dos anos, a metodologia da pesquisa passou por uma evolução gradual. Em 2013, a metodologia foi aperfeiçoada para o modelo explicado acima.

Confiabilidade da pesquisa
A partir de 2014, o processo de pesquisa e análise dos dados utilizados na Classificação da Perseguição Religiosa é auditado de maneira independente. O trabalho está sendo realizado pela única instituição com acadêmicos dedicados ao estudo da liberdade religiosa dos cristãos, o Instituto Internacional de Liberdade Religiosa (International Institute of Religious Freedom - RIFI), que conta com a atuação de profissionais de diferentes países do mundo.

Se você desejar saber mais informações sobre a metodologia e o processo de formação da Classificação da Perseguição Religiosa, entre em contato com a Portas Abertas pelo e-mail falecom@portasabertas.org.br ou ligue para 11 2348 3330.

Os mais perseguidos
A cada ano, novos países entram na Classificação da Perseguição Religiosa, o que faz com que outros deixem de aparecer na lista. Isso não corresponde, necessariamente, a uma melhora na perseguição religiosa nos países que saíram do ranking, mas sim que, nos países que passam a integrar a lista, o nível de perseguição é maior. Você pode conferir onde o nível de perseguição aumentou; diminuiu; e manteve-se estável no mapa da Classificação (também disponível paradownload).

Novos países que integram a Classificação 2014
Bangladesh
Um novo grupo extremista reuniu milhares de pessoas em Daka, capital do país, exigindo que fossem feitas treze emendas na Constituição — uma delas era a adoção da sharia (lei islâmica).
República Centro-Africana
Notícias de confrontos civis nessa nação africana dominaram as manchetes em 2013, cujo governo foi derrubado por um golpe militar que concedeu ao grupo rebelde Seleka o poder no país. Sempre com violência desmedida, os rebeldes estupraram, assaltaram e mataram cristãos centro-africanos. Este caso mostra como um Estado aparentemente estável pode se desintegrar e como uma minoria cristã pode correr o risco de vir a se extinguir.

Sri Lanka
As igrejas do Sri Lanka experimentaram hostilidades em 2013. Mais de 50 delas foram atacadas por participantes de um movimento nacionalista budista.

Perseguição e perseverança
Além dos países citados acima, aqueles que seguem a Cristo enfrentam a oposição de seus governos, sociedades e até parentes em 60 nações, pelo menos. Isso faz com que os cristãos sejam o grupo religioso mais perseguido do mundo.

A boa notícia é que a perseguição tende a estar relacionada com o crescimento e o testemunho, e normalmente refina e fortalece a fé dos cristãos, não o oposto. Por isso, em geral, o aumento das pressões contra o cristianismo mostra que a Igreja está crescendo.

Somos igualmente livres
Cristãos perseguidos possuem em Deus a mesma liberdade que cristãos brasileiros. Mas civilmente, não. Use sua liberdade para servi-los. 

Agradeça sempre a Deus pelo seu amor

"Então, uns cuspiram-lhe no rosto e lhe davam murros, e outros o esbofeteavam, dizendo: Profetiza-nos, ó Cristo, quem é que te bateu!" Mateus 26:67-68

Pensamento: Da pra imaginar o próprio Deus, de joelhos diante dos homens que Ele veio para salvar, sendo condenado sem ter cometido crime algum, depois apanhar, ser esbofeteado, ser cuspido ??? Pois é, cuspiram nEle !!! Batiam nEle e pediam para Ele adivinhar quem foi, para provar que Ele era Cristo !!! Não, não dá pra imaginar, mas foi real !!! E o pior, Jesus passou por isso e muito mais. E ainda nos dias de hoje tem pessoas que vivem suas vidas, e nem se quer se importam com o que Jesus fez por elas... Agradeça sempre a Deus pelo seu amor, e fale desse amor para as outras pessoas, essa é a melhor maneira de retribuir a Deus o que Ele fez por nós.

Oração: Senhor, não tenho palavras para agradecer o Seu amor por mim, e o sacrifício que Jesus fez na cruz para me livrar do pecado e me trazer salvação. Era eu quem devia estar lá, mas o Senhor morreu no meu lugar. Perdoa pelas vezes que deixei de falar do Seu amor para que outras pessoas também sejam salvas. Que de agora em diante eu abra minha boca para anunciar seus grandes feitos para aqueles que precisam de ti. Em nome de Jesus. Amém.

Mensagem de jornalista cristão decapitado pelo Estado Islâmico se torna viral nas redes sociais

Mensagem de jornalista cristão decapitado pelo Estado Islâmico se torna viral nas redes sociais
O jornalista japonês Kenji Goto, morto no último sábado, 31 de janeiro, pelo grupo terrorista Estado Islâmico, teve uma de suas mensagens publicadas no Twitter há pouco mais de quatro anos repercutida nas redes sociais.
O anúncio do assassinato do jornalista, que era mantido refém pelos extremistas muçulmanos, causou enorme comoção no Japão, com pronunciamentos indignados de autoridades, e em todo o mundo. A mãe de Kenji Goto também lamentou a morte do filho em uma emocionada entrevista coletiva.
A mensagem de Kenji Goto que se tornou viral no Twitter pregava paz, e o gesto dos internautas vem sendo entendido como uma homenagem a ele. Cristão, Goto era jornalista freelancer no Oriente Médio, de onde reportava os principais acontecimentos locais para jornais e emissoras japonesas.
Durante o período de convivência com os árabes, Goto disse ter aprendido que alguns sentimentos não são naturais ao ser humano, e que a verdadeira Justiça é divina. “Fechei os olhos e me segurei. Será o fim se eu ficar louco ou gritar. Isso é quase uma oração. O ódio não é para os seres humanos. Julgamento está com Deus. Isso é o que eu aprendi com os meus irmãos e irmãs árabes”, escreveu Goto, em setembro de 2010.
目を閉じて、じっと我慢。怒ったら、怒鳴ったら、終わり。それは祈りに近い。憎むは人の業にあらず、裁きは神の領域。-そう教えてくれたのはアラブの兄弟たちだった。
A mensagem, originalmente escrita em japonês, foi primeiramente traduzida para o inglês, e depois, para o português. Até agora, são mais de 30 mil compartilhamentos.
Kenji Goto aceitou Jesus Cristo em 1997, segundo informações do Assist News Service. A mensagem do Evangelho, que incentiva o cuidado com o pobre e valoriza os humildes de espírito, estava constantemente presente em seu trabalho.
“As crianças, os pobres e os necessitados. Esses são o maior interesse dele”, afirmou o colega jornalista freelance Toshi Maeda  à CCTV. “Ele só quer atender crianças em áreas de conflito e contar ao resto do mundo sobre o seu sofrimento. Como ele persegue essas histórias, ele acaba em zonas de guerra”, acrescentou.
Em maio, Goto havia publicado um artigo na versão japonesa da revista Cristianismo Hoje, e disse que confiava na proteção divina: “Já vi lugares horríveis e tenho arriscado a minha vida, mas eu sei que de alguma forma, Deus sempre me salvar”.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Introdução ao Livro de Jonas

Jonas

Introdução ao Livro de Jonas – Corra para ver o que acontece

O livro de Jonas difere dos demais profetas em razão do seu conteúdo narrativo em vez de oracular. Desta forma podemos dizer que a mensagem do profeta não é um conjunto de palavras dirigidas às nações, antes trata-se da própria experiência de Jonas. Além disso, o profeta não recebe a palavra de Deus em forma de sonho ou visão, formas típicas do recebimento oracular.
O profeta Jonas também é mencionado em 2 Reis 14:25. Nesta época Jeroboão II reinava em Israel no século VIII a.C. Isto o coloca no momento da recuperação econômica e política do Reino do Norte. Portanto Jonas é contemporâneo de Amós e Oseias.
A atividade profética de Jonas não ficou restrita apenas a Nínive, pois, ainda de acordo com o texto de 2 Reis 14:25, ele também havia falado sobre a recuperação político-econômica de Israel; portanto, uma profecia de cunho nacionalista. Esta recuperação foi possível em virtude do declínio da dominação Assíria (Nínive era a capital assíria), que deu espaço para Jeroboão II repatriar os territórios que pertenceram a Israel nos tempos de Davi e Salomão. Posteriormente, no final do século VIII a.C., a Assíria retomaria seu poderio militar e levaria o Reino do Norte ao fim.
Em relação à autoria, o livro de Jonas é contestado em razão dos seguintes fatores:
  • o autor não é apontado no livro
  • a redação em terceira pessoa
O livro é também contestado em relação à sua veracidade. Os relatos do grande peixe e o crescimento acelerado da planta que abrigou Jonas levam muitos eruditos a considerá-lo uma alegoria ou parábola, isto é, os fatos históricos não existiram de fato, mas foram redigidos a fim de ensinarem uma moral. Entretanto, esta conclusão não se sustenta em virtude principalmente da citação do profeta por Jesus em Mateus 12:40-41; portanto, se a historicidade da narrativa de Jonas for lendária, a ressurreição de Jesus também o é.
Estrutura de Jonas
O livro de Jonas pode ser dividido literariamente da seguinte forma:
  • O chamado de Deus e a fuga de Jonas – 1:1-16
  • A graça de Deus aplicada a Jonas – 1:17 – 2:10
  • O chamado de Deus e a pregação de Jonas – 3:1-9
  • A graça de Deus aplicada à cidade de Nínive – 3:10 – 4:5
  • O direito de Deus à compaixão – 4:6-11
A história contida em Jonas está dividida em duas partes em forma de paralelos, isto é, os capítulos 1 e 2 formam paralelos com os capítulos 3 e 4, conforme abaixo;
Chamado de Deus e resposta de Jonas
1:1-3 e 3:1-3
Pagãos cogitando a influência de Javé
1:4-11 e 3:4-10
Jonas enfrenta Deus por causa de suas atitudes
1:12-17 e 4:1-9
Deus mostra e aplica sua misericórdia
2:1-9 e 4:10-12
A primeira parte da narrativa prepara o leitor para o desfecho da história na segunda parte do livro. Na primeira metade (capítulos 1 e 2) Deus demonstra sua misericórdia para com Jonas e os marinheiros. A graça de Deus revelada aos marinheiros deixa o leitor na expectativa com relação à possibilidade da graça para o povo de Nínive. A reação dos marinheiros leva o leitor a imaginar qual seria o comportamento dos ninivitas diante da graça revelada de Javé.
Jonas assume uma perspectiva negativa nessa primeira parte do livro, que leva o leitor a opor-se a ela na segunda metade. No capítulo 2, a oração de Jonas introduz conceitos importantes sobre a graça de Deus que serão demonstrados na segunda metade da narrativa. Ao contrário do senso comum, a oração de Jonas não é um lamento, mas um agradecimento por Deus tê-lo livrado da morte. Neste ponto Jonas demonstra sua indignidade diante da graça de Deus. Aqui temos um contraponto com a oração paralela no capítulo 4, onde Jonas reclama com Deus sobre sua misericórdia demonstrada para com os ninivitas, a mesma que havia salvado sua vida da morte.
O capítulo 3 mostra que o arrependimento de Nínive cessa a ira de Deus, tal qual a oração dos marinheiros interrompeu a tempestade que os castigava.
No capítulo 4 Jonas não aceita a misericórdia de Deus estendida aos ninivitas, pois considerava isso injusto, uma vez que eles mereciam a punição de acordo com a justiça retributiva, cosmovisão na qual Jonas se fundamentava.
Propósito e conteúdo
Com relação ao seu propósito e conteúdo, o livro de Jonas aborda os seguintes temas:
  • Deus tem a prerrogativa de realizar atos de bondade e misericórdia
  • A longanimidade de Deus oferece uma nova chance
  • Os pequenos acertos do homem produz o prazer de Deus
O livro de Jonas trata sobre o relacionamento de Javé com a humanidade, e não somente com o povo hebreu. Jonas evoca sobre si a antipatia do leitor por alguns motivos:
  • seus objetivos são opostos aos de Deus
  • era um profeta nacionalista e previu a recuperação político-econômica de um dos piores reis de Israel, Jeroboão II. Ele teve um posicionamento contrário a Amós, que apenas criticou seu governo.
  • fala com muita raiva dos pagãos
O livro de Jonas procura mostrar que a situação do profeta era idêntica a dos moradores de Nínive, isto é, carentes da misericórdia de Deus. Esta distinção é importante para que não confundamos a mensagem do livro comparando Jonas com Israel.
O livro compara a situação de Jonas com Nínive ao empregar o mesmo termo nos versículos 3:10 e 4:6. No primeiro, o termo hebraico râ`âh é traduzido na NVI como “destruiu” e no segundo é traduzido como “calor”. Tanto Jonas como Nínive receberam a misericórdia divina ao livrá-los do mal (râ`âh) que sofriam; Jonas o calor e Nínive a destruição iminente.
Contudo, em dado momento, a situação de Jonas não encontra mais paralelo com Nínive quando Deus soberanamente destrói a planta que trazia alívio para Jonas ao permitir que um verme devorasse a planta. Aqui Deus trata Jonas da mesma maneira que ele queria que os ninivitas fossem tratados, e remove sua graça de Jonas.
Portanto a narrativa tem o objetivo de demonstrar que Deus tem o direito de ter compaixão de quem ele quiser. Embora o senso comum aponte a evangelização como ponto principal no livro de Jonas, o exame cuidadoso do livro não apoia esta ideia, pois Jonas não apresentou um convite de conversão à fé monoteísta em Javé, mas sim um oráculo de juízo.
A crença que os ninivitas apresentaram no verso 3:5 é com relação à realidade do juízo, isto é, eles acreditaram na mensagem que Jonas levou acerca da destruição da cidade. Assim, o ponto focal da narrativa não é a reação dos ninivitas, pois eles estavam acostumados a praticar rituais para apaziguar a ira dos deuses. Além disso, esse arrependimento de Nínive não deve ter sido profundo ou duradouro, pois ainda no final do século VIII eles foram o instrumento de Javé para castigar Israel. A essência do livro está em demonstrar que Jonas, Israel e Nínive eram alvos da misericórdia divina.
Esses acontecimentos narrados em Jonas aconteceram pouco tempo antes da profecia clássica se tornar o padrão profético na Palestina, e guardam muitas semelhanças com textos dos profetas posteriores. O núcleo da mensagem dos profetas clássicos era a ira de Deus para com seu povo e o castigo seria a destruição e o exílio iminentes, ou seja, Israel recebe o mesmo tratamento que Nínive. Assim como Deus agira com Nínive, retardando o justo juízo, ele agiu com Israel a cada passo que davam na direção certa conforme visto em 2 Reis 22, no reinado de Josias.
Compaixão
Como demonstrado a compaixão de Deus é o foco principal do livro. Mesmo a menção de Jonas no livro de Reis foi uma antecipação a este tema quando Javé demonstra sua misericórdia imerecida ao permitir que um rei tão mal quanto Jeroboão II prosperasse.
Ira
O juízo para Nínive era decorrente da ira Deus, mesmo que Jonas tenha dito que ele era muito paciente (4:2). De acordo com Jonas Deus não parecia irado suficiente com os ninivitas que mereciam sua ira. A ira é equilibrada pela compaixão fundamentada na soberania divina.
Teodicéia
Teodiceia é a tentativa de justificar os atos de Deus, e é um assunto bastante abordado na Teologia do Antigo Testamento. Entretanto, o caminho mais comum da teodiceia é com relação ao sofrimento do justo, mas em Jonas este sentido se inverte. Na visão de Jonas os ninivitas mereciam o juízo, que não foi aplicado na ocasião, demonstrando o direito de Deus em irar-se tardiamente. Porém, sua justiça não é anulada em virtude da aplicação contínua da misericórdia, sendo este um tema explorado pela teologia do Novo Testamento (cf. Romanos 3:25), pois Deus não está condicionado a ofertar misericórdia indefinidamente; e no final Deus executará seu justo juízo (Jr. 13:14; Ez. 7:1-9)

Sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança.

"E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança." Romanos 5:3-4

Pensamento: O que você pretende produzir em sua vida? Riqueza, fama, status, significado, uma herança? Que tal caráter! Ter o caráter de Deus não é realmente o nosso alvo nessa vida? Então, mesmo nos piores dias de nossa vida, se formos pessoas de caráter, nada pode tirar de nós o que mais desejamos, o caráter de Deus, dado a nós em Jesus Cristo.

Oração: Querido Pai, por favor abençoe-me para que eu possa ser forte em tempos difíceis e consistente em santidade de caráter. Por favor, dê-me um coração corajoso e compassivo, para que eu possa, mesmo que um pouquinho, lembrar outros de como o Senhor é, e do que pode fazer nas suas vidas. No nome de Jesus eu oro. Amém.

Não vos prendais a um jugo desigual

"Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?" 2 Coríntios 6:14

Pensamento: Provavelmente este é um versículo que tem produzido muito conflito na cabeça dos crentes. Ao passo que não se aplica somente ao casamento, este versículo é um lembrete poderoso de que, quando fazemos parcerias a longo prazo com pessoas que não compartilham dos nossos valores, estamos colocando nossa saúde espiritual em perigo, assim como Deus não permitia que os israelitas debaixo da Lei juntassem uma mula e um boi no mesmo jugo porque acabaria com os dois. Paulo nos lembra que cristãos devem lembrar disso nos seus relacionamentos mais duradouros também.

Oração: Pai querido, ajuda-me a ter discernimento para que eu não venha me associar e nem fazer parcerias com pessoas que não agradam ao Senhor. Abre minha visão e livra-me das ciladas e dos caminhos do inimigo, pois eu quero andar exatamente conforme a Sua vontade. Eu oro em nome de Jesus. Amém.

O SENHOR é quem vai adiante de ti

"O SENHOR é quem vai adiante de ti; ele será contigo, não te deixará, nem te desamparará; não temas, nem te atemorizes." Deuteronômio 31:8

Pensamento: Podem haver problemas, lutas difíceis, mas Deus é quem vai a frente, e não importam as circunstâncias, Deus é maior que tudo, e Ele é poderoso para nos livrar e guardar. Jamais Deus irá nos desamparar. Você não precisa ter medo, pode procurar novas saídas, aproveitar novas oportunidades, confiando que Deus Pai está indo a sua frente.

Oração: Pai querido, não importa o tamanho do problema, sei que o Senhor vai a frente e me livra de toda e qualquer adversidade. Obrigado porque eu sei que o Senhor jamais me deixará, assim posso descansar, confiar e não ter medo de seguir adiante. Retira de mim toda ansiedade, medo e angustia. Eu oro em nome de Jesus. Amém.