quinta-feira, 17 de outubro de 2013

A grande tribulação

O grito do anjo será o sinal para a grande ceifa

Da Redação (*) / Foto: Thinkstock
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Tudo isso é uma ideia geral e conclusiva de diversos estudiosos das profecias bíblicas, mas o que se pode garantir com certeza é que o período da Grande Tribulação será um período de grande purificação de toda a Terra, e que fará abater o orgulho e a arrogância de toda a humanidade:
"Outro anjo saiu do santuário, gritando em grande voz para aquele que se achava sentado sobre a nuvem: Toma a tua foice e ceifa, pois chegou a hora de ceifar, visto que a seara da terra já amadureceu!"Apocalipse 14.15
O grito deste outro anjo não é em tom imperativo, pois como um anjo poderia dar ordem ao Senhor da glória? Também não se trata de uma ordem vinda do trono, pois o Pai confiou todo o julgamento ao Filho quando disse:"E o Pai a ninguém julga, mas ao Filho confiou todo julgamento." João 5.22
De fato, esse grito com grande voz é na verdade um clamor, ou um pedido veemente, vindo do santuário reconstruído em Jerusalém, no qual o anticristo se assentou, ostentando-se como se fosse o próprio Deus.
Isto é justificado pelo fato de que a voz do anjo saiu do "santuário" simplesmente, e não do "santuário que se encontra no céu" (Apocalipse 14.17). Há uma tremenda diferença entre um e outro.
O santuário do versículo 15 se refere ao santuário do Templo reconstruído em Jerusalém; já o santuário do versículo 17 se refere ao celestial. E o grito desse anjo é como o clamor do sangue de Abel, pedindo justiça.


É também como o clamor acerca dos pecados das cidades de Sodoma e Gomorra, que subiu a Deus, conforme disse o próprio Senhor a Abraão por duas vezes, segundo está registrado:
"Disse mais o Senhor: Com efeito, o clamor de Sodoma e Gomorra tem-se multiplicado, e o seu pecado se tem agravado muito. Descerei e verei se, de fato, o que têm praticado corresponde a esse clamor que é vindo até mim; e, se assim não é, sabê-lo-ei." Gênesis 18.20-21
Aqui, no décimo quarto capítulo do Apocalipse, os pecados da grande Babilônia sobem, através da boca do anjo, Àquele que está prestes a vir para a ceifa da Terra: "... Toma a tua foice e ceifa, pois chegou a hora de ceifar, visto que a seara da terra já amadureceu!" (Apocalipse 14.15). O profeta Joel também registrou:"Lançai a foice, porque está madura a seara; vinde, pisai, porque o lagar está cheio, os seus compartimentos transbordam, porquanto a sua malícia é grande." Joel 3.13
Juntamente com o grito do anjo começa a ceifa, o juízo: "E aquele que estava sentado sobre a nuvem passou a sua foice sobre a terra, e a terra foi ceifada." Apocalipse 14.16
Este é o sinal para a grande ceifa! Agora começa a hora do juízo sobre a besta e os seus adoradores. O juízo, por tanto tempo adiado, não pode mais esperar. Mas vem o momento em que a medida fica cheia.
A colheita está excessivamente madura. Esta ceifa de juízo engloba todas as catástrofes que acontecerão em breve sobre a Terra. As taças da cólera de Deus serão derramadas.
E, para horror de todo o mundo, a grande Babilônia desmorona com grande barulho; são cortados os mais importantes nervos vitais do anticristo; a "grande meretriz" perde o seu brilho e os seus adornos reais, sendo coberta de pragas, miséria e fogo.
Se o apóstolo João diz aqui "... passou a sua foice sobre a terra, e a terra foi ceifada" (Apocalipse 4.16), é porque a Era da graça está definitivamente concluída. Também o Senhor Jesus disse: "... a ceifa é a consumação do século..." Mateus 13.39
Este é o curto, mas gravíssimo conteúdo da visão de João sobre o Armagedom, a luta final dos povos, e que é descrita detalhadamente nos capítulos 9 e 16 do Apocalipse.
(*) Trecho retirado do livro "Estudo do Apocalipse", do bispo Edir Macedo

A vindima

O Senhor Jesus virá para recolher da Terra os salvos

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"Então, saiu do santuário, que se encontra no céu, outro anjo, tendo ele mesmo também uma foice afiada. Saiu ainda do altar outro anjo, aquele que tem autoridade sobre o fogo, e falou em grande voz ao que tinha a foice afiada, dizendo: Toma a tua foice afiada e ajunta os cachos da videira da terra, porquanto as suas uvas estão amadurecidas!". Apocalipse 14.17-18
Temos aqui o mesmo procedimento dos versículos 15 e 16, com uma diferença: a vindima. No parágrafo anterior o apóstolo João nos dá a visão da ceifa, ou seja, da vinda do Senhor Jesus para ceifar as nações, mas aqui a visão é transferida para a vindima, isto é, a vinda do Senhor Jesus para o juízo sobre Israel.
O "anjo" que vem do céu é outro, não com relação à sua natureza, mas quanto à sua missão. Isso significa que, como já foi falado, o apóstolo João vê a volta do Senhor em diferentes aspectos.
Cremos que este "anjo" seja o mesmo que João viu sentado sobre uma nuvem, com uma coroa de ouro na cabeça: o Senhor Jesus Cristo.
Primeiramente João O viu chegando com uma foice afiada para a ceifa das nações; agora, ele O vê chegando como anjo para realizar a vindima. Israel é a própria "videira da Terra".
É o que se conclui, por exemplo, no salmo do profeta Asafe: "Trouxeste uma videira do Egito, expulsaste as nações e a plantaste" (Salmos 80.8). Também os profetas Isaías e Oséias disseram:


"Porque a vinha do Senhor dos Exércitos é a casa de Israel, e os homens de Judá são a planta das suas delícias; este desejou que exercessem juízo, e eis aí quebrantamento da lei; justiça, e eis aí clamor." Isaías 5.7
"Israel é vide luxuriante, que dá o fruto; segundo a abundância do seu fruto, assim multiplicou os altares; quanto melhor a terra, tanto mais belas colunas fizeram. O seu coração é falso; por isso, serão culpados; o Senhor quebrará os seus altares e deitará abaixo as colunas." Oséias 10.1-2
Verificamos que, segundo o capítulo 14, João mostra a vinda do Senhor Jesus em duas etapas:
1) Em uma nuvem branca, tendo na cabeça uma coroa de ouro e na mão uma foice afiada. A coroa de ouro identifica a Sua autoridade e poder para, com a foice afiada na mão, executar o juízo sobre as nações que não se converteram.
2) Como Anjo do Senhor. Esta é a Sua vinda para Israel, que se converterá ao ver o seu Messias e Sumo Sacerdote. É claro que, antes disso, Israel será atingido por terríveis juízos, por parte do anticristo.
E somente depois reconhecerá que o Senhor, que está voltando, é realmente o Cordeiro de Deus, o Senhor Jesus Cristo. Essas experiências e conclusões levarão Israel à conversão:
"Então, o anjo passou a sua foice na terra, e vindimou a videira da terra, e lançou-a no grande lagar da cólera de Deus. E o lagar foi pisado fora da cidade, e correu sangue do lagar até aos freios dos cavalos, numa extensão de mil e seiscentos estádios." Apocalipse 14.19-20
(*) Trecho retirado do livro "Estudo do Apocalipse", do bispo Edir Macedo

A Quarta Guerra Mundial

ESTUDOS BÍBLICOS
ESTUDOS BÍBLICOS

    A humanidade temerá por sua existência, devido às consequências imprevisíveis
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    A foice afiada está erguida não para recolher frutos, mas para ceifar o que não presta. Ela é o instrumento de juízo da vingança divina que prepara a Terra para os mil anos de paz. Aliás, na Bíblia a foice nunca é utilizada para recolher frutos.
    Esta, aliás, é a única vez, em toda a Escritura, que encontramos a descrição do Senhor com uma foice afiada na mão, sinal de algo extremamente terrível para os adoradores da besta, para o anticristo e para o falso profeta.
    A execução do juízo divino com relação a eles é o motivo desta vinda do Senhor Jesus, que também é chamada de Armagedom, ou luta final dos povos, e várias vezes é citada no Apocalipse.
    Tudo isso se dará após o arrebatamento da Igreja, num período de sete anos. Muitos são os intérpretes das profecias apocalípticas que creem em uma terceira e em uma quarta guerra mundial, justificando assim a luta final dos povos, ou o Armagedom.
    Segundo eles, a terceira guerra será encabeçada pelo anticristo, liderando a federação de dez reinos contra a Rússia e os seus aliados. Esta ocupará Israel e as terras circunvizinhas, a fim de pôr fim ao conflito contínuo entre árabes e israelenses.


    De fato, isto será apenas um pretexto para tirar benefícios próprios, especialmente do petróleo do mundo. O anticristo certamente fará objeção a essa ocupação e movimentará as suas tropas da federação contra as forças russas.
    A Rússia, então, fará chover as suas bombas atômicas nas cidades costeiras dos Estados Unidos, bem como em muitas cidades europeias. A federação de dez reinos, da qual os Estados Unidos fazem parte, fará retaliação das forças russas na Palestina.
    A humanidade temerá por sua existência, devido às consequências imprevisíveis desta guerra. Os israelenses, por sua vez, vendo-se livres do cerco russo, reconhecerão que o seu livramento foi um ato de intervenção divina, cumprimento das profecias bíblicas, tal qual aconteceu com o episódio do Mar Vermelho.
    Além disso, verão o sinal do Filho do Homem, isto é, o próprio Senhor Jesus Cristo fisicamente, e então se converterão ao cristianismo, passando a proclamar oficialmente Jesus de Nazaré como o Messias.
    Isto, no entanto, ainda não será o Armagedom completo, pois em seguida surgirá outra grande guerra: dessa vez a China, após ter feito muitas conquistas de territórios russos e asiáticos, invadirá a Palestina com milhões de homens, promovendo assim a Quarta Guerra Mundial.
    Mas o anticristo, liderando os aliados, prevalecerá novamente. E somente depois disto é que virá o juízo sobre o restante da humanidade, do anticristo e do falso profeta. E então o milênio será instaurado.
    (*) Trecho retirado do livro "Estudo do Apocalipse", do bispo Edir Macedo

    ESTUDOS BÍBLICOS

    ESTUDOS BÍBLICOS
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    O Senhor Jesus Cristo é o Único Rei dos reis, Senhor dos senhores, coroado com grande poder e glória

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    "Olhei, e eis uma nuvem branca, e sentado sobre a nuvem um semelhante a filho de homem, tendo na cabeça uma coroa de ouro e na mão uma foice afiada. Outro anjo saiu do santuário, gritando em grande voz para aquele que se achava sentado sobre a nuvem: Toma a tua foice e ceifa, pois chegou a hora de ceifar, visto que a seara da terra já amadureceu!
    E aquele que estava sentado sobre a nuvem passou a sua foice sobre a terra, e a terra foi ceifada. Então, saiu do santuário, que se encontra no céu, outro anjo, tendo ele mesmo também uma foice afiada. Saiu ainda do altar outro anjo, aquele que tem autoridade sobre o fogo, e falou em grande voz ao que tinha a foice afiada, dizendo: Toma a tua foice afiada e ajunta os cachos da videira da terra, porquanto as suas uvas estão amadurecidas!
    Então, o anjo passou a sua foice na terra, e vindimou a videira da terra, e lançou-a no grande lagar da cólera de Deus. E o lagar foi pisado fora da cidade, e correu sangue do lagar até aos freios dos cavalos, numa extensão de mil e seiscentos estádios." Apocalipse 14.14-20
    A introdução "Olhei, e eis..." indica que a visão tida por João agora é sobremodo magnífica. Na vez anterior, quando se expressou assim, ele teve a visão do Cordeiro em pé sobre o Monte Sião, com os cento e quarenta e quatro mil selados.


    Mas aqui ele tem uma visão muito mais ampla, pois vê o Cordeiro sentado numa nuvem branca, coroado com uma coroa de ouro e uma foice afiada na mão. Significa que João procura descrever a volta do Senhor Jesus em glória e majestade, para executar o juízo na Terra, sobre toda a humanidade rebelde, sobre o anticristo e o falso profeta.
    Por isso o apóstolo vê primeiro o poder do Filho de Deus em movimentação: "Olhei, e eis uma nuvembranca, e sentado sobre a nuvem um semelhante a filho de homem..." (Apocalipse 14.14). No Apocalipse, encontramos diversas situações em que se descreve o poder do Senhor Jesus:
    Quando está assentado sobre um cavalo branco (Apocalipse 19.11), indicando o Seu poder que avança; quando o Deus-Pai e o Cordeiro estão sentados no trono (Apocalipse 22.1), que é o poder repousante, e quando está sentado sobre uma nuvem, que aponta o Seu poder de execução de juízo (Apocalipse 14.14).
    Não resta a menor dúvida de que a Pessoa sentada sobre a nuvem é o Senhor Jesus Cristo, pois o profeta Daniel fez alusão a Ele, e o próprio Senhor Jesus Se referiu a esse mesmo dia:
    "Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha com as nuvens do céu um como o Filho do Homem, e dirigiu-se ao Ancião de Dias, e o fizeram chegar até ele. Foi-lhe dado domínio, e glória, e o reino, para que os povos, nações e homens de todas as línguas o servissem; o seu domínio é domínio eterno, que não passará, e o seu reino jamais será destruído." Daniel 7.13,14
    "Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória." Mateus 24.30
    Além disso, quem mais poderia vir sobre as nuvens, tendo uma coroa de ouro na cabeça e uma foice afiada na mão? O Senhor Jesus Cristo é o Único Rei dos reis, Senhor dos senhores, coroado com grande poder e glória, que traz Consigo a foice da justiça divina.
    (*) Trecho retirado do livro "Estudo do Apocalipse", do bispo Edir Macedo



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      Conflito religioso em ascensão na República Centro-Africana

      Confrontos envolvendo cristãos e muçulmanos na porção noroeste do país aumentam o medo de uma divisão religiosa prolongada. Líder da Aliança Evangélica corre o risco de ser preso por condenar a violência promovida nos últimos meses
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      A República Centro-Africana (RCA), que faz fronteira com o Chade, o Sudão e o Congo, foi um dos países mais evangelizados do mundo (pelo menos em um nível superficial), afirma o Operation World, manual sobre missões globais internacionalmente reconhecido, que destaca ainda que a população da RCA é formada por 76% de cristãos e 14% de muçulmanos.
      Em março, Michael Djotodia depôs o então presidente com um golpe de Estado, e foi amplamente apoiado por uma coalizão de grupos rebeldes, incluindo islâmicos, que anteriormente haviam lutado para ganhar poder em todo o norte do país, onde a minoria muçulmana se encontra.
      A Aliança Evangélica do país tem condenado os casos de violência mais recentes, que já custou a vida de mais de 100 pessoas. Em setembro, oito homens armados, que afirmaram ser próximos do ex-presidente François Bozizé, protagonizaram ataques na cidade de Bossangoa, a 250 km da capital Bangui, matando cidadãos muçulmanos, de acordo com o porta-voz do governo Guy-Simplice Kodégué.
      Rebeldes da coligação Séléka enviaram tropas à área, realizando atos de violência contra cristãos, causando um grande número de acidentes. Testemunhas contatadas pelo World Watch Monitor relataram execuções sumárias, casas queimadas e igrejas saqueadas. A violência se espalhou para outras comunidades próximas, a exemplo de Bouca, a 100 km de Bossangoa. Já ocorreram ao menos 100 mortes e 50 pessoas ficaram feridas até agora, segundo dados do governo.
      Dois funcionários de uma ONG Francesa, a Agência para Cooperação Técnica e Desenvolvimento, foram mortos fora de Bossangoa. Relata-se que os assassinos sejam ligados ao grupo Séléka. Mais de 4.500 pessoas estão refugiadas na diocese de Bossangoa, temendo mais violência. Um número indeterminado de pessoas fugiu em direção à mata.
      O pastor Nicholas Guerékoyamé, presidente da Aliança das Igrejas Evangélicas da República Centro-Africana (preso mês passado por ter falado contra os ataques) condenou a violência recente, que, segundo ele, está levando o país a um conflito sectário. "Nós clamamos a todas as comunidades da República Centro-Africana a não cederem às tentações da divisão religiosa", disse o pastor ao World Watch Monitor.
      Uma semana depois da violência, a tensão permanece em alta na porção noroeste do país. O arcebispo de Bangui, Dieudonné Nzapalainga, visitou a área para confortar as vítimas e avaliar suas necessidades. Iniciativas semelhantes têm sido desenvolvidas pelos líderes muçulmanos. Líderes religiosos cristãos e muçulmanos estão atuando dentro de uma plataforma criada em junho para evitar um conflito religioso no país.
      Há um mês, o presidente Michel Djotodia anunciou a dissolução do grupo Séléka – coalizão rebelde que o levou ao poder em março. "Todos aqueles que continuarem fazendo parte dessas entidades serão tratados como bandidos", afirmou à imprensa local.
      A dissolução do Séléka aconteceu três dias após a demissão do Chefe do Exército, e Djotodia alegou que a responsabilidade pela segurança cabe agora às forças oficias do Estado. Mas nenhum detalhe foi fornecido sobre como essas forças vão neutralizar os milhares de guerrilheiros do Séléka espalhados por todo o país.
      No passado, o presidente Djotodia divulgou a introdução de medidas destinadas a coibir atos de violência do Séléka, mas sem resultados tangíveis. Ao invés disso, o número de rebeldes cresceu de 5.000 para 25.000 em apenas seis meses.
      O grupo Séléka foi, repetidas vezes, acusado de atrocidades contra civis. De acordo com a imprensa local, o ataque que atingiu Bossangoa foi realizado por moradores exasperados por essa violência, que se armaram com a ajuda de ex-membros das forças armadas leais ao presidente deposto Francois Bozizé.
      O presidente da Aliança Evangélica apelou à comunidade internacional para intervir e por um fim a esta "tragédia". "Muita conversa já aconteceu", disse ele. "Precisamos agir para aliviar o sofrimento da população da República Centro-Africana. Precisamos prosseguir com a proteção do país, e ajudar aqueles que estão se refugiando nas matas, fugindo da morte."
      A ONG Human Rights Watch publicou um relatório no qual revela "abusos horríveis" cometidos pelos novos governantes do país entre março e junho deste ano. O relatório de 79 páginas denominado "Eu ainda posso sentir o cheiro dos mortos: A crise de esquecimento dos Direitos Humanos na República Centro-Africana", detalha a matança deliberada de civis – incluindo mulheres, crianças e idosos, e confirma a destruição de mais de mil casas, tanto na capital Bangui, como nas províncias.
      "Os líderes do Séléka prometeram um novo começo para o povo da República Centro-Africana, mas ao invés disso realizaram ataques em larga escala contra civis, como saques e assassinatos", disse Daniel Bekele, diretor daHuman Rights Watch na África. "O que é pior é que o Séléka recrutou crianças a partir dos 13 anos para realizar parte destes ataques", afirmou.

      Pedidos de oração
      • Ore pedindo por paz e segurança à população.
      • Interceda pela transformação do Senhor na vida dos radicais que promovem a violência.

      Marrocos

      O Cristianismo chegou ao Marrocos ainda no primeiro século da Era Cristã, quando os povos berberes que ali habitavam abraçaram a doutrina copta monofisista*, numa época em que suas terras estavam sob o domínio do Império Romano. Mesmo com todas as dificuldades enfrentadas pelas Igrejas, ao final do século II d.C. já estavam estabelecidas no Marrocos diversas dioceses.
      No século XIII, uma nova tentativa de cristianizar o país foi colocada em prática pelos franciscanos, mas a evangelização foi suprimida.
      Hoje há aproximadamente 200 mil cristãos no país, além de minorias judaicas e bahaístas, mas as fatias da população representadas por esses grupos têm apresentado um declínio constante, principalmente devido à perseguição e, no caso dos judeus, à emigração para Israel.
      *O Monofisismo era uma doutrina da igreja copta que defendia a natureza única de Jesus Cristo, segundo a qual a sua humanidade era absorvida por sua divindade. O Monofisismo era contrário às doutrinas da Igreja Ocidental e de outras Igrejas Orientais e por isso foi considerado herético.
      A Perseguição
      O primeiro ato de perseguição registrado em território marroquino teria acontecido quando um cristão e centurião romano, chamado Marcelo de Tânger (Tânger ou Tingis é uma cidade do norte do Marrocos), recusou-se a participar das comemorações de aniversário do imperador Maximiano e, consequentemente, de oferecer sacrifícios aos deuses romanos. Por essa afronta, Marcellus (Marcelo) foi morto ao fio da espada e considerado pela Igreja um mártir.
      A constituição marroquina assegura liberdade de religião e, embora o islamismo seja a religião oficial do país, os estrangeiros podem praticar livremente sua fé. Eles frequentam cultos religiosos sem quaisquer restrições ou temor de represálias. Em 1998, o governo criou uma cadeira para o estudo de religiões comparadas, incluindo o estudo de latim e hebraico, na Universidade de Rabat. E, no passado, o governo organizou numerosos simpósios entre o clero, padres, rabinos, imãs e outros líderes religiosos, para examinar formas de reduzir a intolerância religiosa e promover o diálogo entre as crenças.
      O rei Mohammed VI ordenou pessoalmente a realização de uma cerimônia inter-religiosa na catedral Católica de Rabat, em memória das vítimas dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos. A cerimônia, à qual esteve presente o primeiro-ministro e a maior parte do seu gabinete, teve preletores religiosos muçulmanos, cristãos e judeus.
      Os esforços públicos para o proselitismo são desencorajados pela sociedade, apesar de a livre expressão da fé islâmica e a discussão acadêmica e teológica de religiões não islâmicas serem aceitas na televisão e no rádio. A maioria dos cidadãos vê tais atos públicos como ameaças provocativas à lei e à ordem num país esmagadoramente muçulmano.
      Qualquer tentativa para converter um muçulmano é ilegal. De acordo com o artigo 220 do código penal, qualquer tentativa para interromper uma ou mais pessoas do exercício de sua crença religiosa ou frequência aos seus cultos é ilegal e pode ser punida com três a seis meses de prisão e uma multa de 10 a 50 dólares. O artigo se aplica a qualquer um que empregue estímulos com o objetivo de abalar a fé de um muçulmano ou convertê-lo a outra religião.
      História e Política
      O Marrocos situa-se no extremo noroeste do continente africano, a poucos quilômetros do sul da Espanha. Metade dos habitantes do país tem idade inferior a 15 anos e menos de um terço é alfabetizado. Setenta por cento dos marroquinos são de etnia árabe, enquanto o restante da população é composto de berberes e pequenas minorias europeias.
      O atual território marroquino foi objeto de várias batalhas entre as antigas tribos da região e diversos impérios mundiais. A diversidade de objetos e a escrita líbia dos berberes, encontradas nos sítios arqueológicos do país, datam do início da história do Marrocos, por volta do ano 800 a.C. No ano 42 d.C., os romanos dominaram a região e geraram um significativo desenvolvimento urbano e econômico (comércio e agricultura), mas em 429 a região foi dominada pelos Vândalos; em seguida vieram os bizantinos e, por fim, os visigodos, que acabaram definitivamente com o domínio romano.
      Os árabes invadiram o Marrocos em 682 d.C. e, em pouco tempo, quase todos os habitantes da região adotaram a religião islâmica, com exceção dos judeus. Os berberes do Marrocos foram então recrutados e utilizados na subsequente invasão e ocupação da Península Ibérica, em 711 d.C. O poder político do país permaneceu sob domínio do Islã, desde a ocupação árabe até o século XV, quando os europeus começaram a invadir a região. Portugueses, espanhóis e franceses travaram uma disputa armada pelo controle do país, que acabou dividido entre a França e a Espanha.
      Após a II Guerra Mundial, nacionalistas iniciaram um movimento pela independência do país. A França rejeitou essa tentativa até 1956, quando, finalmente, tanto ela como a Espanha acabaram por reconhecer a independência do Marrocos, então reunificado em uma única nação. Em 1957, o sultão Muhammad V autoproclamou-se rei.
      Atualmente, o Marrocos é governado por uma monarquia constitucional. Sua nova constituição, aprovada em 1996, promoveu certa abertura democrática, pois o parlamento passou a ser eleito inteiramente pelo voto popular. Entretanto, juntamente com as reformas de caráter mais democrático, assegurou-se a supremacia do rei.
      População
      A principal etnia do Marrocos é a dos árabes-berberes, que compõem 99% da população. Praticamente todos os marroquinos são muçulmanos. O Islã é a religião oficial e os preceitos do islamismo estão profundamente arraigados na sociedade. Com raras exceções, a maioria dos muçulmanos marroquinos é de tradição sunita.
      Economia
      Os principais recursos da economia do Marrocos são a agricultura, o fosfato e o turismo. A produção de têxteis é um importante setor da indústria marroquina e que tem se desenvolvido bastante nos últimos anos.

      Cuba-A Igreja e a Perseguição Religiosa

      A Igreja
      A história da Igreja Cristã em Cuba está intrinsecamente ligada à sua colonização pelos europeus. Missionários católicos da ordem dominicana chegaram a Cuba em 1512, pouco tempo depois da descoberta da América por Cristóvão Colombo, em 1492. Mas no final do século XIX a credibilidade da igreja diante da população cubana estava fragilizada, já que era vista como a principal aliada da coroa espanhola e, consequentemente, do jugo colonial. Os membros do clero tinham tratamento especial e recebiam favores da coroa que outros cidadãos não tinham, como imunidade em processos civis.
      A Igreja Católica Romana encontra-se firmemente estabelecida no país desde então, mas o número de católicos que efetivamente vão à igreja diminuiu drasticamente a partir de 1960, já que a revolução de 1959 restringiu a prática religiosa no país. O governo de Fidel Castro declarou Cuba um país praticante do ateísmo, vendo qualquer prática religiosa como reacionária e antigoverno. Embora 85% da população seja católica (por causa do ateísmo, são em sua maioria nominais), apenas uma pequena parcela da população vai à igreja com certa frequência. Os protestantes estão entre os outros 15% da população.
      Durante os anos 90, várias denominações cristãs cresceram rapidamente, a ponto de hoje ser muito difícil encontrar uma cidade cubana sem uma igreja protestante. Atualmente o número de cristãos protestantes no país gira em torno de 550 mil em crescimento.
      A perseguição
      A Constituição reconhece o direito dos cidadãos a professar e praticar qualquer crença religiosa, no entanto, na lei e na prática, o governo impõe restrições à liberdade de religião. O governo cubano permite o casamento religioso, mas somente após o casal ter completado um ano de casamento no civil. Bíblias e outras literaturas cristãs só podem ser importadas e distribuídas por grupos religiosos registrados e monitorados pelo governo cubano. O governo também não permite o ensino religioso nas escolas públicas.
      Em inúmeras leis e documentos legais, o governo cubano tem se declarado completamente neutro em questões relacionadas ao cristianismo, exigindo a separação absoluta entre Igreja e Estado. Da mesma forma, afirma não apoiar nem exigir nada da Igreja cubana. Na prática, no entanto, há severas restrições às reuniões, à evangelização nas ruas e à construção de igrejas. Pastores são detidos e presos, informantes se infiltram nas igrejas e a discriminação é constante.
      Felizmente, o risco de morte é baixo nos dias atuais e a perseguição está em declínio de maneira geral. As restrições ainda são evidentes, mas uma recente abertura tornou possível a expansão do ministério.
      Em 1992, uma emenda à Constituição mudou a natureza do Estado cubano de ateísta para laico, permitindo que cristãos pudessem se filiar ao Partido Comunista Cubano. Isto, no entanto, ainda está para acontecer. Membros devotos de denominações protestantes e católicas enfrentam, de maneira geral, intensa oposição e perseguição das autoridades. Cubanos que defendem questões de direitos humanos frequentemente são visados e muitos têm sido presos.
      História e Política
      Cuba é a maior ilha caribenha e fica somente a 170 km da costa norte-americana da Flórida. O território é dividido quase igualmente por florestas e áreas cultivadas. Não se sabe ao certo a origem do nome Cuba, mas é possível afirmar que deriva da palavra indígena “cubanacan”, que significa “lugar central”. Os espanhóis chegaram à ilha em 1492 com o descobridor Cristóvão Colombo e encontraram na ilha dois povos indígenas, os Tainos e os Ciboneis, que sobreviviam basicamente da caça e da pesca. Os Tainos haviam subjugado os Ciboneis por achá-los inferiores.
      A colonização do país teve início em 1512, através do explorador espanhol Diego de Velázquez, responsável pela criação das primeiras povoações urbanas de Cuba. Os espanhóis logo empregaram sua política de exploração dos recursos naturais da ilha, sobretudo nas minas de ouro e pedras preciosas. Os Tainos e Ciboneis foram subjugados pelo dominador, com sua mão-de-obra explorada através do trabalho compulsório denominado “encomenda”*.  Ainda no século XVI, introduziu-se na ilha o cultivo da cana-de-açúcar e, com ela, o trabalho escravo, com os escravos vindos da África.
      No século XVII a ilha ser tornaria um dos maiores produtores de cana-de-açúcar e de tabaco do mundo, devido à crescente demanda dos gêneros na Europa. No século XVIII, já era a colônia com a maior população negra.
      Cuba foi a última colônia da América a se tornar independente do jugo europeu, porque os cubanos optaram, a princípio, por negociar sua independência com os espanhóis. A independência só aconteceu em 1895, liderada pelo revolucionário José Martí. Vendo a possibilidade de lucrar com a independência da ilha, os EUA declararam guerra à Espanha e invadiram a ilha, ocupando a região de Guantánamo. Após a vitória da ilha sobre seus colonizadores, os norte-americanos devolveram o poder político aos cubanos em 1902, quando proclamaram sua independência. Os EUA permaneceram com o domínio de Guantánamo e ali estabeleceram uma base militar.
      Após a independência, muitos ditadores assumiram o poder da ilha com o apoio dos EUA.  O mais famoso de todos e que ficou por mais tempo no poder, foi Fugêncio Batista. Em 1959, ocorreu o golpe de estado que mudou a história política de Cuba até os dias atuais. Sob o comando de Fidel Castro e Ernesto Rafael Guevara de La Serna (“Che Guevara”), com um discurso de esquerda e de não submissão ao imperialismo dos EUA, os guerrilheiros cubanos estabeleceram a República de Cuba, um dos únicos regimes comunistas que sobrevivem após a queda da URSS (União das Republicas Socialistas Soviéticas), em 1989, e ainda é liderada por Fidel Castro e seu irmão Raul.
      *Para a Igreja Católica o índio não poderia ser escravizado, então se utilizava sua mão de obra através das encomendas, os índios se submetiam a esse sistema em troca de cuidados tanto material quanto espiritual.
      População
      A população cubana é, em sua maioria, nova e urbana: 99,8% acima de 15 anos e alfabetizada. Havana, a capital, é a maior cidade, com 2,2 milhões de habitantes. Etnicamente, a maior parte da população cubana é mestiça, existindo grupos minoritários de trabalhadores chineses. Embora o regime de Castro declare Cuba oficialmente um Estado ateu, a maior religião organizada ainda é a Igreja Católica Romana.
      A santería, prática sincretista afro-cubana similar ao candomblé, pode ser considerada a principal religião de Cuba. Ela é uma crença animista baseada na religião yoruba, que foi trazida pelos escravos africanos durante a fase colonial e misturou-se ao catolicismo. Uma vez que a santería não possui estrutura organizada, é difícil definir o número de seguidores, mas relata-se que pelo menos 60% dos cubanos participaram de um ritual de santería alguma vez na vida.
      A maioria dos santeros se considera católica e todos os praticantes da santería consideram o batismo um requisito fundamental para a participação em suas cerimônias sincretistas.
      Muitos cubanos fugiram ilegalmente do país nos últimos anos; seu destino mais comum é os EUA, devido à sua proximidade e às oportunidades de renda.
      Economia
      Devido aos embargos econômicos impostos pelos EUA por questões ideológicas, a economia cubana dependeu por muitos dos investimentos da URSS, que foi, durante quase todo o século passado, seu principal parceiro econômico. O embargo americano que ainda pesegue os cubanos e a centralização da economia impede que empresas estrangeiras invistam no país.
      Assim como nos demais países comunistas, a economia de Cuba é contralada pelo Estado e essencialmente agrícola. A ilha é hoje o maior exportador mundial de açúcar e seus derivados. O tabaco é outro gênero que traz bons rendimentos à economia cubana. O país lucra muito também com o turismo e os cassinos, existentes principalmente em Havana.